|brainstorming|
Sexta-feira
Vamos lá a ver, aqui por entre os apontamentos da secretária... Tantos links bons de arquitectura para introduzir no template... talvez para a semana.
|o|meu|bonsai|
Sábado
Hoje disseram-me que o meu bonsai não era verdadeiro. Respondi que não só era verdadeiro, como tinha bons sentimentos...
Hoje disseram-me que o meu bonsai não era verdadeiro. Respondi que não só era verdadeiro, como tinha bons sentimentos...
|o|cão|com|três|patas|
Ele estava num parque de estacionamento escondido debaixo de um carro. A minha mulher chegou primeiro e chamou-o. O cão não se mexeu e ela aproximou-se mais. Um olhar foi quanto bastou para perceber que a barriga do cão estava manchada de sangue. Algo estava mal.
Foi a minha vez de me aproximar e ver o que se passava. Era um cão castanho, pequeno, que não devia ter mais de dois meses. Estava encolhido sobre o corpo, muito estático. Falei baixinho com ele e toquei-lhe muito lentamente. Ele não reagiu e deixou-me ver tudo o que queria ver. Oculto na mancha vermelha em que se encolhia podia agora ver que uma das suas patas traseiras estava desfeita, gravemente partida. O cheiro metálico do sangue fazia perceber que já devia estar ali há algum tempo.
Olhei de novo para a cara do cão, olhos quase fechados, imóvel. Cheguei a mão à sua testa e ele fez o único gesto de que foi capaz, avançando a cabeça à palma da minha mão aberta, e depois suspirou.
Parecia que no meio da dor que estava certamente a sentir, aquele era o seu último conforto antes do fim.
O veterinário foi muito claro. O cão tinha múltiplas fracturas, bastante profundas, numa pata traseira. Pior, já estaria assim há um ou mesmo dois dias e a perna estava a começar a gangrenar. Se a infecção continuasse, iria morrer. A única solução era amputar a pata. Porque iria ser um animal que precisaria de alguns cuidados e atenção especial, o médico só faria a operação se nos responsabilizássemos por cuidar dele, caso contrário a solução seria terminar definitivamente com o sofrimento do animal. A minha mulher não teve dúvidas em querer ficar com ele, eu confesso que hesitei. Decidi que tomaríamos conta do cão até arranjar alguém que ficasse com ele, e a operação fez-se.
Os cães são animais extraordinários. Talvez a sua psicologia seja mais simples, talvez só pensem “estou bem” ou “estou mal”. No dia seguinte, amputado da pata traseira, o seu corpo anteriormente infectado de bactérias começava a libertar-se. A sua transformação foi como da noite para o dia. Quando o fomos buscar lá andava o magricela pelo chão, de pontos à mostra, a saltitar e a abanar a cauda como se nada se tivesse passado.
O resto da história é fácil de adivinhar. Dois anos depois, eu e a minha mulher somos os felizes donos do Moby, o cão com três patas, crescido, viçoso, que corre, sobe e desce escadas como qualquer outro. Um cão com três patas é um sobrevivente. A prova, de que a vida é difícil. E no entanto, por vezes, saltando para alcançar um biscoito ou correndo a brincar com outro cão, torna-se gracioso, como se uma quarta pata subitamente invisível aparecesse novamente. E faz-me lembrar, quando a vida parece afundar-se em problemas, que com esperança e alegria de viver todas as dificuldades se ultrapassam, e tudo se conquista.
Foi a minha vez de me aproximar e ver o que se passava. Era um cão castanho, pequeno, que não devia ter mais de dois meses. Estava encolhido sobre o corpo, muito estático. Falei baixinho com ele e toquei-lhe muito lentamente. Ele não reagiu e deixou-me ver tudo o que queria ver. Oculto na mancha vermelha em que se encolhia podia agora ver que uma das suas patas traseiras estava desfeita, gravemente partida. O cheiro metálico do sangue fazia perceber que já devia estar ali há algum tempo.
Olhei de novo para a cara do cão, olhos quase fechados, imóvel. Cheguei a mão à sua testa e ele fez o único gesto de que foi capaz, avançando a cabeça à palma da minha mão aberta, e depois suspirou.
Parecia que no meio da dor que estava certamente a sentir, aquele era o seu último conforto antes do fim.
O veterinário foi muito claro. O cão tinha múltiplas fracturas, bastante profundas, numa pata traseira. Pior, já estaria assim há um ou mesmo dois dias e a perna estava a começar a gangrenar. Se a infecção continuasse, iria morrer. A única solução era amputar a pata. Porque iria ser um animal que precisaria de alguns cuidados e atenção especial, o médico só faria a operação se nos responsabilizássemos por cuidar dele, caso contrário a solução seria terminar definitivamente com o sofrimento do animal. A minha mulher não teve dúvidas em querer ficar com ele, eu confesso que hesitei. Decidi que tomaríamos conta do cão até arranjar alguém que ficasse com ele, e a operação fez-se.
Os cães são animais extraordinários. Talvez a sua psicologia seja mais simples, talvez só pensem “estou bem” ou “estou mal”. No dia seguinte, amputado da pata traseira, o seu corpo anteriormente infectado de bactérias começava a libertar-se. A sua transformação foi como da noite para o dia. Quando o fomos buscar lá andava o magricela pelo chão, de pontos à mostra, a saltitar e a abanar a cauda como se nada se tivesse passado.
O resto da história é fácil de adivinhar. Dois anos depois, eu e a minha mulher somos os felizes donos do Moby, o cão com três patas, crescido, viçoso, que corre, sobe e desce escadas como qualquer outro. Um cão com três patas é um sobrevivente. A prova, de que a vida é difícil. E no entanto, por vezes, saltando para alcançar um biscoito ou correndo a brincar com outro cão, torna-se gracioso, como se uma quarta pata subitamente invisível aparecesse novamente. E faz-me lembrar, quando a vida parece afundar-se em problemas, que com esperança e alegria de viver todas as dificuldades se ultrapassam, e tudo se conquista.
|geografismos|:|há|vida|na|net|
Quarta-feira
Chama-se Geografismos e é um blog educacional orientado para a geografia e a vida escolar. Entre o estudo, a divulgação, a reflexão e a fotografia, o seu autor Luís Palma de Jesus criou um projecto que demonstra a coragem de experimentar a utilização de novos suportes como forma de motivar os seus alunos e levá-los a participar de forma activa na internet, exprimindo-se, reflectindo, comunicando. É uma proposta vencedora e o seu blog é hoje o ponto central de uma comunidade de estudantes (com referências a mais de 70 blogs de alunos), tendo já merecido diversas referências e elogios como este do Jornal Público.
Tão interessante como o conteúdo do blog é servir de ponto de reflexão da própria vivência escolar, como forma de chegar aos alunos e levá-los a analisar comportamentos e a motivá-los.
Fica aqui o convite a visitarem estes Geografismos, felicitando o seu autor pelo belíssimo trabalho. São estes os professores de quem mais tarde nos recordamos na vida...
Chama-se Geografismos e é um blog educacional orientado para a geografia e a vida escolar. Entre o estudo, a divulgação, a reflexão e a fotografia, o seu autor Luís Palma de Jesus criou um projecto que demonstra a coragem de experimentar a utilização de novos suportes como forma de motivar os seus alunos e levá-los a participar de forma activa na internet, exprimindo-se, reflectindo, comunicando. É uma proposta vencedora e o seu blog é hoje o ponto central de uma comunidade de estudantes (com referências a mais de 70 blogs de alunos), tendo já merecido diversas referências e elogios como este do Jornal Público.
Tão interessante como o conteúdo do blog é servir de ponto de reflexão da própria vivência escolar, como forma de chegar aos alunos e levá-los a analisar comportamentos e a motivá-los.
Fica aqui o convite a visitarem estes Geografismos, felicitando o seu autor pelo belíssimo trabalho. São estes os professores de quem mais tarde nos recordamos na vida...
|be|moved|
Terça-feira
One can be moved by beauty, or moved by the challenge of solving design problems. If one wants to affect lives, it makes sense to choose one's projects wisely. Do we design for the priveleged few, or the disadvantaged masses? [Toyo Ito]
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