|em|esquisso|
A Barriga De Um Arquitecto volta ao estirador, estando assim o blog em pleno projecto de alterações. Espera-se uma remodelação geral muito em breve. Entretanto, e uma vez que vai ser accionado o novo sistema de comentários, o anterior encontra-se desactivado. Como forma de compensar os leitores/comentadores deste blog, os comentários escritos até aqui serão anexados aos respectivos textos durante os próximos dias. Enquanto A Barriga se passeia neste modo "stand by", os leitores que desejarem podem continuar a interagir (e reclamar) via email. Obrigado pela paciência e, como nas obras, prometemos ser breves.
|a|minha|casinha|
Casas pré-fabricadas:
Loftcube / Quik House / Glide House / Modular Dwellings / Royal Q / weeHouse
Sofia escreveu:
gosto de te vir visitar... e dás boas sugestões de links ;)
email: sopontocom@clix.pt
05.07.04 - 6:02 pm
Daniel de Castro escreveu:
recomendo www.prefab.com para uma lista exhaustiva de referencias
email: dcastro@telefonica.net
05.09.04 - 12:25 am
Silva escreveu:
Estou confusa! O esquerdo passou a ser o direito? O direito passou a ser o esquerdo? Mas continua tudo na mesma... devia ter trazido os óculos!
homepage: http://avisodechamadaemespera.blogspot.com/
05.11.04 - 4:03 pm
Eu escrevi:
Neste blog as mudanças fazem-se devagarinho... Uma barriga não se modifica da noite para o dia.
05.11.04 - 4:13 pm
Silva escreveu:
Sim, eu sei que aqui a barriga vai mudando de tamanho, conforme a vontade, umas vezes está de dieta, outras vezes de barriguita cheia; mas hoje conseguiu-me baralhar a vista,deixei de ver o umbigo ;)
homepage: http://avisodechamadaemespera.blogspot.com/
05.11.04 - 5:17 pm
António escreveu:
se tiveres tantas duvidas em materia arquitectonica como na construçao do blog, tamos mal , tamos tamos...
05.11.04 - 9:51 pm
|alcântara|rio|
A propósito de expressões como “os incaracterísticos oito pisos de altura” que já li por aí, fica aqui um exemplo acertado. Passe a publicidade para o excelente arquitecto Frederico Valsassina e para uma das melhores peças de arquitectura da capital, o recente projecto Alcântara-Rio.
[via Frederico Valsassina Arquitectos]
ALCÂNTARA RIO
ANTIGA FÁBRICA UNIÃO
O espaço sobre o qual incide a presente proposta de intervenção assume características que lhe conferem uma grande especificidade: imediatamente, de carácter topológico, pela delimitação precisa de uma área fortemente contida (Avª. de Ceuta), definida por um entorno constituído por peças de volumetria marcante, em segunda análise, de carácter tipológico e imagético, com possibilidade de relacionamento visual com o exterior, com uma simetria muito marcada e onde as faces verticais que contêm o polígono de implantação do quarteirão são homogéneas, em termos formais, de linguagem arquitectónica, de cromatismo; por último, de natureza lúdica, pela circunstância de se tratar, na sua globalidade, de um espaço integrado com o Rio.
|velho|do|restelo|
As cidades mudam como muda a sociedade. Ao longo do tempo a introdução de diferentes valores, capacidades técnicas, ou simplesmente a necessidade de responder a uma carência urgente vão promovendo transformações mais ou menos profundas. Para nós, europeus, a transformação mais importante que se verificou na visão da cidade (enquanto ideia da nossa cultura) foi a introdução de uma dimensão histórica e de um elemento de crescimento. Disse-o Leonardo Benevolo, afirmando que o problema que se coloca hoje às cidades históricas europeias consiste no casamento entre a sua preservação e a sua expansão, e nas formas de conjugar o antigo com o novo e assim dar lugar à variedade. Se os modelos de cidade mudaram ao longo dos tempos, tem permanecido a procura de um objectivo de manutenção da integridade da cidade, introduzindo os conceitos de historicidade e individualidade nos modelos de planeamento.
A doutrina de Leonardo Benevolo pode ser decifrada em palavras simples: temos de fazer uso da experiência passada. Temos de basear o desenvolvimento de uma cidade em torno da sua história, preservando e apreciando as suas referências intrínsecas que guiaram gerações e providenciaram a infra-estrutura básica que chegou aos nossos dias. Isto não significa que devemos ficar presos ao passado, reféns de uma certa ideia de história, que nunca corresponderá à própria história nem poderá servir de base a uma nova realidade contemporânea. Mas significa certamente que a introdução de novos elementos transformadores da cidade no seu todo deve ser ponderada e corresponder a uma real transformação da cultura e da bases em que ela assenta.
As reservas que se levantam ao apelo à construção em altura nas zonas da margem do Tejo tem que ver, acima de tudo, com os motivos dessas iniciativas. Terão os urbanistas ou os arquitectos da cidade descoberto a necessidade de introduzir uma nova imagem de cidade, terão os Lisboetas despertado para o desejo de se reverem numa cidade que plasme uma nova realidade social, política ou económica, de que a construção em altura seria o reflexo? Haverá uma pulsão económica fulgurante que justifique hoje, no actual cenário económico português, a edificação de arranha-céus empresariais como historicamente se justificou em Hong Kong ou nas cidades americanas? Reconheçam-se os promotores da construção em altura em Lisboa e perceba-se que é uma discussão promovida, acima de tudo, pelo sector imobiliário. Fica a pergunta se será o imobiliário, enquanto valor cultural, razão que justifique uma transformação da tipologia da cidade ribeirinha que chegou aos nossos dias através de muitos séculos de história?
|lisboa|fora|de|moda|
Não, eu não acho nada louvável a intenção de Santana Lopes submeter a um referendo a aprovação da construção de torres na zona ribeirinha de Lisboa.
O populismo tem esta qualidade de se apresentar como uma coisa perfeitamente legítima. Ora o que repugna é esta fachada de honestidade de Santana Lopes, que confessou estar “dividido” entre uma imagem tradicional de Lisboa, e outra de modernidade marcada pela construção em altura. Mas afinal, que ideia tem Santana Lopes para a cidade que se propôs governar?
Talvez eu seja um conservador mas ainda tenho para mim uma ideia de Lisboa como a cidade onde se misturam as referências da cultura mediterrânica com o atlântico. Uma cidade que se desenvolve pela orografia natural das colinas, em que os edifícios se aninham nos vales e nas margens, criando aqui e ali jardins, pátios, miradouros onde ainda se pode ler o tecido da geografia. Uma característica que faz lembrar um pouco as cidades do mediterrâneo.
É uma cidade que entretanto esqueceu o rio durante longas décadas e que só desde os tempos da Expo98 os lisboetas começaram a redescobrir, com a devolução ao domínio público de extensas áreas degradadas do Porto de Lisboa. Ainda que constrangida e pressionada, Lisboa mantém-se reconhecível, com leitura pelo rio.
Haverá neste diálogo lugar para torres de vinte, trinta andares junto à beira rio. Eu gosto de Hong Kong, mas em Hong Kong, não em Lisboa. Não me encanta esta ideia de cidades com assinatura, as Manhattans de Cacilhas ou torres de cem metros no skyline lisboeta. Talvez devêssemos ouvir o Gregotti a falar um pouco no “orgulho da modéstia”. Talvez devêssemos voltar a perceber que a arquitectura também nasce do sítio, de compreender o lugar. O tempo da cidade não é o do devaneio de um homem só, a cidade perdura por séculos. A questão das torres na zona ribeirinha de Lisboa é importante porque não se trata apenas da construção de objectos arquitectónicos mais ou menos relevantes, porventura geniais. Não estamos a falar do objecto em si, como se falássemos de um Guggenheim de Bilbao. A construção de torres, a passar, vai mexer com a própria tipologia da cidade e da imagem do seu todo. Ou alguém duvida que, aberto o precedente, não virão outros logo a seguir?
João RM Matos escreveu:
Creio que a questão central é saber:onde se constroem torres,porque elas vão aparecer quer queiramos ao não.Na minha opinião não nas margens.pelo menos na norte,já a sul não veeria com maus olhos(vide terrenos margueira,quimigal no barreiro e aeródromo do montijo).Um dos dramas de lx deve-se ao facto de ter um aeroporto no centro da cidade que não deixa que se construma as torres onde elas são solicitadas,onde a pressão urbana é maior,as avenidas novas e concretamente o eixo que vai do marquês até ao campo grande.É aqui que se situa o eixo central metropolitano,onde estão as sedes das empresas ,os ministérios,o chamado terciário superior e que devia abandonar a margem rivbeirinha para uma maior fruição da população .
email: jrmmatos@yahoo.com
05.04.04 - 10:20 pm
João RM Matos escreveu:
Porque o plano estratégico de lx,já conmtemplava a saída de algum terciário da margem ribeirinha,conservando-se apenas três praças simbólica do poder.Em belém a presidência da républica,no terreiro do paço a presidência do conselho de ministro e na margem oreigem oriental,mais concretamente no pavilhão de portugal o ministério dos negócis estrangeiros ou outro,tanto faz.Libertando a margem para essencialmente o porto de lisboa e para a fruição dos espaços pelo público.
email: jrmmatos@yahoo.com
05.04.04 - 10:26 pm
António escreveu :
NAO CONCORDO
05.06.04 - 12:40 pm
João RM Matos escreveu:
Não concorda com o quê? Que visões tem de lx?
email: jrmmatos@yahoo.com
05.06.04 - 10:22 pm
CC escreveu:
Joao RM Matos: Independentemente das especificidades do projecto, parece-me idiota assumir que as torres "vao aparecer quer queriamos quer nao". Porque? Sao uma inevitabilidade arquitectonica ou teleologica? Ha muitas cidades que nao tem torres nenhumas (muito menos em zonas historicas) e nao perdem nada por isso. O centro da Europa esta cheio destes exemplos. A "pressao urbana" a que se refere nao seria aliviada pela revitalizacao de todas as zonas mortas do centro de Lisboa, onde nao vive ninguem e as casas se limitam a cair lentamente? E a actualizacao do mercado de aluguer, nao teria o mesmo efeito? Em Lisboa, as pessoas passam a vida a comprar casas minusculas em zonas atrozes quando deveria ser relativamente facil alugarem casas ate maiores no centro. Sobretudo no que se refere a jovens casais e familias. A "inevitabilidade" das torres advem de um problema que nao e arquitectonico nem urbanistico mas sociologico e politico.
05.07.04 - 9:39 am
João RM Matos escreveu:
Obrigado pela sua resposta,concordo com ela e só lamento que isso que diz,não aconteça em Lisboa.Já agora gostaria de lhe perguntar:o que acha de alguns estudos que aparecem na comunicação social dizendo que 46% da populaçao portuguesa viverá na região de lisboa e ao mesmo tempo também se apresenta a diminuição da população.O que se passa?Um fenómeno muito estranho pois se populção vai diminuir tem de ser em algum lado,será que portugal está condenado a transformar-se na famosa frase "lisboa e o resto é paisagem".
email: jrmmatos@yahoo.com
05.07.04 - 10:18 pm
João RM Matos escreveu:
Também gostava de acrescentar que gosto de torres,mas no sítio certo.Se calhasr tem razão,só mesmo Nova york ou hong kong...Que pena talvez este meu desejo de trorres seja um pouco terceiro- mundista ou pior novo-riquismo.Gostei do texto do "regresso ao subúrbio" ainda não respondo porque o texto que escrevi era enorme,portanto não foi possível de envia,espero que não se importe que o envie paras o seu e-mail.assim sabe bem interagir com este blog,obrigado.
email: jrmmatos@yahoo.com
05.07.04 - 10:25 pm
CC escreveu:
Joao RM Matos: os estudos q refere tem uma comprovacao empirica de cada vez que quiser pegar no carro e conduzir em qualquer direccao a saida de Lx por duas horas. Na Galiza, nas "aldeias pequenas e despovoadas" vivem oitenta pessoas que dividem tractores e gado; na Beira Beixa uma "aldeia pequena e despovoada" tem oito casas, ao todo nao mais de 12 habitantes, e nenhum animal maior do que uma galinha ou um coelho. Falo de casos especificos, mas parece-me que a generalizacao nao andara muito longe disto... O pais esta a ficar deserto e nao estao a ser criadas condicoes para se usufruir da potencial qualidade de vida do interior, o que cedo ou tarde vai revelar-se dramatico. De uma volta pelo interior da Franca ou pela Holanda e veja onde esta a agricultura que em Portugal, benza-a Deus, nunca era "rentavel"...
05.09.04 - 8:41 pm
Alexandre Monteiro escreveu:
espantou-me. nunca pensei que pensássemos o mesmo sobre este assunto.
email: arqueologia@portugalmail.pt
homepage: http://alexandre-monteiro.blogspot.com/
05.10.04 - 7:44 pm
