First we kill the architects


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First We Kill the Architects: o fotógrafo Danny Lyon diz o que é preciso para fazer uma cidade melhor.

First We Kill the Architects: photographer Danny Lyon tells you what it takes to make a better city.

Ring Dome





Imagens do Ring Dome de Minsuk Cho, pavilhão temporário construído para o ciclo Performance Z-A organizado pela Storefront for Art and Architecture. Quem está em Nova Iorque não deve perder o intenso programa de actividades que decorre até 16 de Outubro. Performances de rua, apresentações e debates com arquitectos, artistas, escritores, investigadores e muitos outros - todos os dias a partir das 7 da tarde, hora local.
Visitem o sítio web da Storefront para mais informações e não percam o vídeo da montagem do Ring Dome (em exposição até 5 de Novembro).

Ring Dome
Images from the Ring Dome by Minsuk Cho, the temporary pavilion built for the Performance Z-A cycle, organized by the Storefront for Art and Architecture. New York residents shouldn’t miss the intense program scheduled until October 16th. Street performances, presentations and debates with architects, artists, writers, investigators and more – every day at 7pm.
Visit the Storefront’s website for more information and don’t miss the video of the construction of the Ring Dome (on display until November 5th).

Arquitectura degenerada


”On the Starchitect” via Intern Architects In Hell.

Há sempre alguém a tentar vender o fim do mundo. Aí têm. Ao que parece, nos dias que correm, o digital está a matar a cultura enquanto progredimos para a alienação total. É o fim do mundo tal como o conhecemos. Outra vez.
Não se riam. A arquitectura não está a salvo. Fredy Massad expõe o seu caso contra a admiração colectiva aos falsos gurus do nosso tempo. Define esse processo como (De)generación digital. Degeneração – ora aí está uma má escolha de palavras. Como todos sabemos, esse foi o termo usado pelos Nazis em referência a qualquer tipo de expressão moderna nas artes. Isso, é certo, não demove Fredy dos seus esforços em fazer-nos desprezar os cínicos, super-poderosos “starchitects”, dominadores do enganador mercado da moda arquitectónica.

É o grito de ajuda habitual vindo dos pedestais do discurso académico. Como sempre, a coisa vem acompanhada da sentença suprema na arte do insulto escolástico: “eles não têm cultura arquitectónica”. Ui!
Esta variante da crítica de arquitectura para a crítica dos arquitectos não é novidade. É até recorrente com cada nova geração. Mas o debate tem um novo campo de batalha: a “starchitecture”. Arquitectura como trampolim para a notoriedade e a fama. A autoria como uma marca. Não importa onde se posicionem ideologicamente. Na economia globalizada a arte do edifício já não é o centro do ofício. A notoriedade de autor representa "valor", não apenas para os arquitectos mas também para os clientes.
Assim os “starchitects” tornaram-se senhores da economia global. O que isto significa é que a arquitectura se está a adaptar ao novo paradigma e a tornar-se mais dependente da máquina dos “media”. Um passo mais próximo da coluna social. Isso pode não ser uma coisa boa. Mas a arquitectura corporativa de orientação mediática não é difícil de discernir.

Vivemos num momento de transição tecnológica e incerteza conceptual. Por esta mesma razão seria aconselhável reforçar alguma dose de pragmatismo, ao tentar estabelecer uma perspectiva historicamente informada que mapeie o meio-termo entre a euforia e a inquietação geradas pelas manifestações arquitectónicas do nosso tempo. A China e o Dubai não nos ensinarão nada. Mas está aí um grupo de práticas experimentais emergentes que revelam substância programática. Nem tudo é doce para a vista. Alguns destes arquitectos de nova geração estão a mergulhar na arte da complexidade através de processos de interação e manipulação de informação. Não uma ferramenta conceptual em si mesma, mas um processo para conceber soluções complexas, inovadoras, praticáveis, em realidade – que são por vezes não tão apelativas a gostos estéticos estabelecidos. Fredy define-o como uma tendência para o “feísmo”, o que não deixa de ser revelador da sua análise conceptual estrita a processos bem mais orgânicos de fazer arquitectura.
Pode adjectivar-se o que se quiser – o Fredy sai-se bastante bem. Mas a verdade é que estes novos actores do jogo estão a ameaçar o lugar dos antigos pontificadores na hegemonia cultural. Eu, reconheço, sinto alguma esperança por uma arquitectura que desafia a indulgência auto-repetitiva de códigos e tipologias estabelecidas que podem levar a melhor em algumas academias.
Pensando bem, talvez afinal o Fredy tenha razão para ter medo.

Digital degeneration
There’s always someone trying to sell the end of the world. And there you have it. Now, it seems, the digital is killing culture as we slowly progress into madness. It’s the end of the world as we know it. Again.
Don’t laugh, architecture isn’t safe either. Fredy Massad makes a case on the collective admiration of the false gurus of our times. He strongly labels the process as the (De)generación digital. Degeneration – there’s a bad choice of words for you. As we all know the term was once used by the Nazis to address any kind of modern expression in arts. That, of course, won’t stop Fredy as he puts together a strong effort to make us despise the cynical super-powered starchitects that dominate the deceiving market of architectural fashion.

It’s your usual cry for help coming straight from the pedestals of scholastic discourse. It usually comes with the ultimate punch-line in the art of academic insulting: “they have no architectural culture”. Ouch!
This kind of shift from architecture critique to the critique of architects isn’t exactly new. In fact, some variation of it comes along with each new generation. But the debate has a new battlefield: starchitecture. Architecture as a trampoline for fame and notoriety. Authorship as a brand. It doesn’t matter where you stand ideologically. In the globalized economy, the art of building is no longer what it’s all about. Author notoriety represents symbolic “value”, not only for architects, but for clients as well.
So starchitects become the rulers of the global economy. What it really means is that architecture is adapting to the new paradigm, and is becoming more dependent of the media-machine. One step further into the gossip column. That may not be a good thing. But media-oriented corporate architecture is still discernible for what it is.

We live in a moment of technological transition and conceptual uncertainty. For that reason exactly, it would be wise to reinforce a certain degree of pragmatism as you try to establish an historically informed perspective to map the middle-ground between euphoria and restlessness caused by the architectural manifestations of our times. China and Dubai will teach us nothing. But there’s a fair amount of emergent experimental practices out there revealing programmatic substance. It’s not all glam. Some of these young generation architects are delving into complexity through interactive processes of digital data manipulation. Not a conceptual tool in itself, but a process to engineer complex, workable solutions, into reality - that are sometimes not so catchy to the aesthetic pleasantries of dominant taste. Fredy defines that as a tendency to “feísmo” (ugliness), which is nothing but revealing of his tight conceptual insight into much more organic processes of making architecture.
You can try to “adjectivate” all you want – Fredy’s actually good at it. But the bottom line is that these new players of the game are threatening the spot of these pontificators in the cultural hegemony. I for one feel hopeful about an architecture that challenges the repetitive self-indulgence and pre-established codes and typologies that will make you hit big in some academies.
But, then again, maybe Fredy’s right to be afraid after all.

The Belly of an Architect

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O The Observer tem um artigo sobre Daniel Libeskind, com o nome sugestivo de A Barriga de um Arquitecto. Alimento para o espírito, poderia dizer-se, uma vez que o texto se encontra na secção de gastronomia. Aí têm. Libeskind fala da sua infância em Nova Iorque e a forte influência que a sua mãe teve sobre ele enquanto crescia para se tornar arquitecto.
“Queres ser um artista?" – perguntou enquanto via o seu filho desenhar sentado à mesa da cozinha. “Para acabar esfomeado num sótão qualquer? É essa a vida que queres para ti? (…) Sê um arquitecto. Podes sempre fazer arte em arquitectura, mas não podes fazer arquitectura nas artes.”
Assim foi que o rapaz cresceu para se tornar num dos mais bem sucedidos arquitectos do seu tempo. E, confessa Libeskind, que algumas das suas melhores ideias foram desenhadas em guardanapos de papel à mesa de jantar. Prossegue para falar da sua vida familiar e as suas origens de uma forma pouco vulgar em arquitectos que se tornaram tão grandes nomes empresariais. “A arquitectura, como a comida, é sobre os seres humanos que nela participam”. Seguem-se analogias interessantes, ainda que a sua leitura não seja recomendada de estômago vazio.

The Belly of an Architect
The Observer has an article on Daniel Libeskind, conspicuously titled The Belly of an Architect. Food for thought, one might say, as it’s filed under the food section. So there you have it. Libeskind goes on talking about his infancy in New York and the strong influence his mother had on him as he grew up to become an architect.
“You want to be an artist?” – she asked as she looked at her son drawing at the kitchen table. “To end up hungry in a garret somewhere? This is the life you want for yourself? (…) Be an architect. You can always do art in architecture, but you can't do architecture in art.”
So it was that the boy would grow to become one of the most successful architects of his time. And so says Libeskind, that some of his best ideas were drawn on napkins at the dinner table. He goes on talking about his family life and origins in a way we don’t often see of architects who became such big corporate names. “Architecture, like food, is about the human beings involved“. Interesting analogies follow, although it should not be read on an empty stomach.

A Casa Da Vizinha Não É Tão Verde Quanto A Minha

Emissão Zero é uma iniciativa da Secção Regional Sul da Ordem dos Arquitectos realizada no âmbito das comemorações do Dia Mundial da Arquitectura.


EMISSÃO ZERO
1 de Outubro: Dia Mundial da Arquitectura 2007
Uma Proposta de Nadir Bonaccorso, João Manuel Santa Rita e Carlos Sant’Ana


We drive into the future using only our rearview mirror. 1

Com o lançamento do tema CO2 Free pela UIA - Union International d’Architectes para a celebração do Dia Mundial da Arquitectura 2007, deparamo-nos com um problema demasiado amplo para se enquadrar numa tradicional postura estéril de discurso fechado para a classe. Pensar cidade e fazer cidade é um acto de cidadania, e como tal deve ser aberta uma reflexão pública por parte dos vários agentes que a desenham.

The city is not the problem. The city is the solution. 2

Como dizia o arquitecto Pedro Campos Costa numa recente entrevista, “a sustentabilidade não é uma solução técnica, é uma solução política”, e como tal deve ser abordada a partir dessa perspectiva. Enquanto arquitectos não podemos estar preocupados apenas resolução tecnológica do problema -isso é seguramente feito de modo mais eficaz por outros especialistas - mas sim na coordenação de diferentes atitudes e pontos de vista, dando assim o nosso contributo na procura de soluções out of the box para uma ideia de cidade que,mais que sustentável, consiga ser mais eficaz em aspectos físicos e sociais.

Perhaps the architect has an obligation to have an utopian vision and at the same time an equal obligation to be realistic about the futility of these utopian ambitions. 3

Pensar, projectar e construir sustentavelmente tornou-se assim uma opção do arquitecto contemporâneo, possível e desejável num mundo cada vez menos saudável. Pensar com sentido comum é uma das melhores ferramentas para isso, e um instrumento de trabalho de qualquer profissional de arquitectura. Qualquer que seja o nosso papel na produção arquitectónica, um pensamento de Redução, Reutilização, Renovação e Reciclagem são importantes.

Propomos uma recolha de material variado sobre projectos e obras de carácter sustentável. Desenhos, Diagramas, Imagens de Referência, Fotos, etc. serão apresentados em formato digital -Powerpoint ou vídeo na Ordem dos Arquitectos no dia 1 de Outubro - Dia Mundial da Arquitectura.

A Casa Da Vizinha Não É Tão Verde Quanto A Minha é um processo aberto de candidaturas e contribuições que podem ser enviadas até 30 de Outubro e que estará em permanente actualização no Site e na exposição patente na Ordem dos Arquitectos.


1 Marshall McLuhan. Filósofo Canadiano, Futurista e Fundador dos Media Studies.
2 Jaime Lerner. Arquitecto e Urbanista Brasileiro.
3 Rem Koolhaas. Arquitecto. OMA.

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