
Este mapa foi publicado num folheto divulgado recentemente por uma conhecida construtora de fontes ornamentais. O título é esclarecedor: «Mais de 300 fontes em Portugal». Se esta fosse uma medida do nosso desenvolvimento, deixaríamos a Espanha envergonhada.
Será injusto criticar a empresa. Mas ao olhar para esta imagem não posso deixar de pensar que está aqui um retrato fiel de como as nossas entidades locais têm estado a aplicar o dinheiro público nas últimas décadas.
Não quero ceder a demagogia mas ocorrem-me as notícias publicadas no
Expresso, revelando que um terço dos nossos edifícios históricos classificados na lista de património mundial da Unesco se encontra em severo estado de degradação. Talvez tenhamos as nossas prioridades baralhadas. E talvez, afinal, este mapa represente realmente em que consiste o nosso património cultural.
Fountain madness
This map of Portugal and Spain was printed on a booklet recently published by a leading manufacturer of water fountains. The title is enlightening: «More than 300 fountains in Portugal». If this was a measure of our development, we would be putting Spain to shame.
The company is not to blame, I suppose. But looking at this image I can’t help thinking that here is a fair portrait of how local authorities have been spending tax money in the last decades.
I don’t want to fall into demagoguery but this reminds me of recent news published in Expresso revealing that a third of our historical buildings classified in the Unesco World Heritage list stand in severe state of degradation. Maybe we have our priorities wrong. And maybe, in the end, this map really represents what our cultural heritage is all about.