Kenneth Frampton lecture (video)



Kenneth Frampton was in Portugal a few days ago to receive the Lisbon Architecture Triennale Lifetime Achievement Award. The following conference was recorded in January 31st, in Oporto, and was an opportunity to revisit his personal journey as an academic and critic. If you don’t understand Portuguese, simply fast-forward to minute 13:30 to access Kenneth Frampton’s lecture. The video is available here, courtesy of CT CHANNEL.TV.

Sensing Spaces: Álvaro Siza and Souto de Moura



One of the presentation videos of the Royal Academy exhibition Sensing Spaces: Architecture Reimagined, featuring Pritzker Prize winners Álvaro Siza and Eduardo Souto de Moura.

Superkilen: fazer, do espaço, público



Superkilen é um parque urbano localizado em Copenhaga. O projecto resultou da colaboração entre três equipas: as dinamarquesas Superflex e BIG, e a alemã Topotek 1.

O parque foi inaugurado em 2011 e tem merecido destaque recorrente em publicações de arquitectura e em blogues. Não se trata, por isso, de uma novidade; mas presumo que quem busca novidades não faça desta página o seu ponto de partida. Ainda assim o vídeo que partilho acima é um bom motivo para revisitar a obra e os princípios que orientaram aquela intervenção. É, acima de tudo, motivo para reflectir sobre o que torna, um espaço, público.

O processo colaborativo que esteve na base do trabalho tomou como ponto de partida a natureza multicultural daquela comunidade: um bairro onde coexistem famílias de 57 origens culturais diferentes. O sítio assenta numa faixa de terreno residual que foi sendo envolvida por construções, maioritariamente habitacionais, na continuidade de um espaço naturalizado existente. O projecto definiu três áreas em manchas dominantes de cor (o encarnado, o preto e o verde) pontuadas pela instalação de diversos equipamentos (mobiliário urbano, esculturas e objectos interactivos) inspirados nos países de origem dos seus residentes. Trata-se assim de uma abordagem que conjuga a natureza urbana e paisagística daquele território, reforçando a sua diversidade com variações de desenho e pequenas “anomalias” topográficas.

Visto à luz da experiência recente em intervenções sobre o espaço público promovidas na nossa realidade sul-Europeia, saltam à vista contrastes profundos. Aqui encontramos uma visão contida nos aspectos materiais; as opções predominantes, extensivas, são em geral de custo reduzido: o betão colorido, o betuminoso, o solo permeável. Como contraponto, o investimento parece traduzir-se alternativamente nos aspectos pontuais da intervenção, os momentos em que os utilizadores interagem fisicamente e em proximidade com o espaço: os objectos, o mobiliário e, excepcionalmente, algumas peças de iluminação; e ainda assim reforçando a robustez das soluções construtivas, em detrimento da mera “nobreza” do material.

Outro aspecto curioso: a dada altura (por volta do minuto 1:40) vemos imagens de uma área de recreio infantil. Em Portugal aquele espaço teria de estar obrigatoriamente delimitado com uma vedação de cerca de 1 metro de altura. A ausência de tal dispositivo resultaria na aplicação de pesadas coimas, da ordem dos vários milhares de euros, à instituição gestora do equipamento (o município, por exemplo) por parte da entidade fiscalizadora (a ASAE).
Ora, não tomando a Dinamarca como um país sub-desenvolvido, temos de nos interrogar sobre o facto de nos termos tornado uma nação dominada pela híper-legislação a ponto de nos impormos normas de aplicabilidade cega, sem atender às especificidades dos projectos e dos locais em que se desenvolvem. O que serve às crianças dinamarquesas não servirá às portuguesas?

Questão semelhante se colocaria a respeito das esculturas “interactivas”, que vemos ocupadas também por crianças, certamente classificáveis como ilegais por não se tratarem de equipamentos de recreio certificados. Também aí o nosso extremismo jurídico-burocrático, acompanhado de falta de bom senso, contribui para que as intervenções paisagísticas e urbanas sejam liminarmente remetidas à repetição de modelos normalizados, em detrimento da criatividade e da originalidade.

Pelo contrário, entre nós vigorou – chegando até a ser celebrada “criticamente” – a enunciação de intervenções predominantemente “contemplativas” do espaço público, dominadas por soluções extensivamente onerosas: vastas superfícies de lajedo de pedra, guias e remates de aço corten, painéis e “decks” de madeira, mobiliário e iluminação “topo de gama”; opções que raras vezes se traduzem na adequabilidade e perenidade das escolhas encontradas.

Do parque urbano Superkilen vale a pena registar a negação dessa visão “contemplativa” do espaço, onde só resta “sentar” e “olhar” (e fazer lixo, porque papeleiras sempre abundam) para oferecer múltiplas formas de apropriação e relação com o mundo urbano. O espaço, para ser público, tem que ter acções e funções e estabelecer, acima de tudo, uma relação cultural com as pessoas que o habitam. Não é, por isso, o dinheiro que nos afasta de viver uma cidade melhor; antes um pouco de saber fazer.


Pulse Park






There’s nothing more exciting than the perfect blend of imagination, architecture and landscape design. The Pulse Park, a public playground located in the Danish town of Ry, is one of those magical places where everything seems to come together perfectly. The project was created by multidisciplinary architecture office CEBRA. Now, I'm sure there are things the mighty nordic peoples of Denmark can't do very well, I just can't seem to figure out what those are...

Elvas, illustrations by André Letria






A beautiful set of illustrations by André Letria, dedicated to the Portuguese city of Elvas. The Garrison Border Town of Elvas and its Fortifications is a Unesco World Heritage Site since 2012, and you can find more about it here.