Esta infografia sobre o Facebook circulou recentemente pela internet. Entre os muitos dados que ali se apresentam está o retrato de uma plataforma online em crescimento exponencial com 500 milhões de utilizadores activos, cerca de uma em cada treze pessoas do planeta.
Alguns dados curiosos a reter: metade dos utilizadores com idades compreendidas entre os 18 e os 34 anos consulta o Facebook quando acorda e 28 % acede a esta rede social a partir do seu telemóvel antes de se deitar. Mas talvez a informação mais surpreendente seja aquela que se destaca na imagem acima: metade dos jovens americanos consultados afirmaram ter acesso às notícias a partir do Facebook.
São dados estatísticos que passaram pela rede como mera curiosidade, fenómeno recorrente num meio dominado pela sobrecarga de informação. E, no entanto, o que está em causa é uma alteração de um paradigma de comportamento no relacionamento do público com o meio jornalístico que vai muito para lá da discussão sobre os suportes físicos, da migração do formato papel para os meios digitais.
Mais importante do que reflectir sobre a adaptabilidade dos meios jornalísticos convencionais a novos interfaces tecnológicos será questionar alterações da lógica comportamental na pesquisa de informação. Perante isto importa pouco discutir a reconversão gráfica dos jornais ao monitor dos tablets e dos e-books, como se esse fosse o real desafio presente aos media informativos. Porque o crescimento desta tendência, indiscutível e talvez inevitável, representa uma real ameaça ao estatuto do jornalismo de base editorial. No Facebook o utilizador constrói, a partir da sua rede de conexões, o seu próprio algoritmo de selecção noticiosa, custom-made, aleatório, muito mais permeável a lógicas de popularidade e de tabloidismo do que ao escrutínio daquilo que é relevante ou importante.
Que espaço restará então para o enquadramento da complexidade dos factos, submersos na torrente de links e de likes, quando a notícia for substituída pelo vídeo bombástico e o pensamento submergir ao ruído irreflectido da rede?


Urban space is often a stage for all kinds of conflict and tension, from the desire to promote a participated built environment to the respect for private initiative, between a sense of authorship and the expectations of the public towards the landscape that they inhabit. And here we recognise a project that represented a conflict for its own architect, as we can sense from Byrne’s concerns regarding the demolition of the previous building and the many urban and typological constraints that were pre-imposed to his design.
To propose an architecture of urban dimension is to negotiate, so often, contradictory interests and relationships, of connection and segregation, privacy and public life. Such endeavour calls for a driving urban critical vision, establishing diversity and functional intensity and still exercise its own sense of individuality. And maybe we should learn from the solemn attitude of Gonçalo Byrne who challenges us beyond the easy approach of a recognisable personal aesthetics.
The new Estoril-Sol is a building that defies tradition to propose new possibilities, a renewed experience of place. It’s a distinctive landmark that emphasizes its visual importance and sense of hierarchy. This is a compact hybrid of infrastructural nature and dimension, a dominant figure over the landscape. Harmonious or contrasting, this is an architecture that denies limitations of style or the representation or archetypes to suggest a critical sense of modernity.