Aos 87 anos, o Óscar



Quando, em 2001, Ennio Morricone falhou receber o Óscar pela quinta vez, muitos terão pensado que apenas a entrega de um prémio honorário poderia salvar a face da Academia de Hollywood. Com uma carreira que se estende a mais de meio século, o compositor italiano deixou a sua marca em inúmeros momentos icónicos da História do Cinema: A Missão, Era Uma Vez Na América, Era Uma Vez No Oeste, Os Intocáveis, Frantic, A Lenda de 1900, Malèna, entre tantos outros.

Recebe, aos 87 anos de idade, um justo reconhecimento pelo seu trabalho em The Hateful Eight de Quentin Tarantino, celebrando uma vida que não precisa já de qualquer validação. Deixo uma das suas mais belas melodias, o tema do inesquecível Nuovo Cinema Paradiso de Giuseppe Tornatore, realizador com quem viria a colaborar diversas vezes. Curiosa ironia: a música de Cinema Paradiso não chegaria a merecer sequer, em 1990, a nomeação para o Óscar. É, no entanto, uma das suas composições mais amadas e considerada por muitos a banda sonora das suas vidas. Para ouvir, depois do salto.

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