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Arte urbana de Banksy pintada na parede lateral de um edifício situado no distrito financeiro de Canary Wharf, em Londres, em Dezembro de 2011. Via Afroblush.



Image credits: Michael Kerbow.

«Os bancos são, por excelência, os símbolos do capitalismo. A sua invenção foi um verdadeiro Ovo de Colombo: as pessoas depositam as suas economias numa instituição que põe esse dinheiro a circular e à custa disso obtém lucros, podendo pagar um juro ao depositante.»

Assim se descrevia num editorial publicado num jornal semanal português o modelo de funcionamento da banca. Pouco importa, para efeitos de reflexão, personalizar aquele ponto de vista; ele sintetiza, na sua ingenuidade, o entendimento que a maioria dos cidadãos tem sobre o que os bancos são e aquilo que fazem.

Este entendimento devia motivar-nos uma interrogação simples: se não conhecemos o mundo em que vivemos como poderemos extrair as conclusões certas sobre aquilo que nos rodeia? Se o diagnóstico está errado como poderemos alguma vez reconhecer a doença?

Não deixa de surpreender que aquela visão cândida, talvez aplicável aos idos de mil oitocentos, corresponda ainda hoje à convicção generalizadamente aceite pelos cidadãos sobre o que é o sistema bancário. Num mundo onde a informação se tornou tão rápida e acessível muitos desconhecem que mais de 90% do dinheiro existente nas economias desenvolvidas foi criado através da emissão de crédito por parte de instituições financeiras privadas. Desconhecem, afinal, que com mais ou menos regulação central, os bancos criam dinheiro do nada, electronicamente, sobre a forma de crédito, em valor muitas vezes superior às suas obrigações de solvabilidade, sejam depósitos ou outros activos reais.

A maior parte dos cidadãos desconhece afinal o que é o dinheiro. Ignora como ele se cria e se introduz na economia. Ignora que a emissão de crédito corresponde à criação de dinheiro novo (e não ao “empréstimo” de dinheiro já existente) e que o crédito aumentou geometricamente nas últimas quatro décadas em resultado da sucessiva desregulamentação do sistema bancário, naquela que constituiu uma trágica concessão de soberania financeira das nações. E, no entanto, é com base nessas pré-concepções erradas que as pessoas, todos os dias, formulam opinião e tomam partido sobre assuntos tão diversos como o resgate de uma instituição financeira privada ou a reestruturação da dívida pública.


O exemplo inglês; imagem via Positive Money.

A constatação desta realidade não traduz uma interpretação ideologicamente orientada, de esquerda ou de direita, sobre a realidade. Trata-se, tão só, de reconhecer os mecanismos financeiros em que assenta a sociedade em que vivemos, a partir dos quais não poderemos deixar de nos interrogar sobre o alcance e os impactos que tais mecanismos tiveram nas mais variadas áreas da nossa vida. Interrogar, por exemplo, o que significa saber que cerca de um terço desse volume de endividamento está associado a crédito concedido no sector da construção. Que implicações urbanas e arquitectónicas serão resultado da tradução de instrumentos financeiros dirigidos à aquisição de imobiliário? De que forma transformou isto as nossas expectativas de vida relativas a tipologias de habitação, a comodidades, a concepções culturais e, por fim, as nossas próprias cidades?

Importa não esquecer que para muitos de nós este é o único mundo que alguma vez conhecemos. Uma parte importante da nossa cultura, do nosso saber, do nosso modo de vida, nasceu daquilo que parece estar a revelar-se um trágico processo de boom and bust; um sistema estruturalmente distorcido que favoreceu um agente específico da economia e que continua a gerar uma desigualdade sem paralelo na história das democracias.

À medida que vamos sendo confrontados com as limitações deste modelo de crescimento e os sinais de uma profunda e terrivelmente incerta transformação parecem configurar-se no horizonte, talvez devêssemos reconsiderar toda a fundação de noções, ideias e convicções que sustentaram a nossa visão do passado. Esta não deixará de ser, afinal, uma das grandes questões políticas do nosso tempo.

Ficam algumas ligações úteis para aqueles que queiram aprofundar o seu conhecimento sobre este tema: o documentário Four Horsemen (via Renegade Economist); o vídeo In Conversation With Ann Pettifor (mais aqui); o documentário 97% Owned, com a colaboração de Ben Dyson, promotor da campanha inglesa Positive Money; o vídeo Wealth Inequality in America.



Image credits: Matias Santa Maria.

Daqui a uma década teremos uma geração, agora na casa dos vinte anos de idade, a meio dos trinta e rapidamente a caminho dos quarenta, confrontando-se com o facto de que a vida lhe passou ao lado. Muitos destes portugueses nunca terão conhecido um emprego estável, transitando entre estágios pouco relevantes e contratos precários, remunerações baixas e uma perspectiva de futuro esvaída de qualquer previsibilidade.

Que cultura social será produto desta realidade? De que forma encarará esta geração conceitos como paternidade ou solidariedade inter-geracional? E em que ideologias e actores políticos se irá rever esta nova geração de portugueses? Como se transformará então o sistema político?

Este não é um problema do médio ou do longo prazo. Este possível futuro resultará de factores que estão já em efeito no nosso presente. Fragilização das regras laborais. Redução do rendimento do trabalho. Desemprego. Emigração. Baixa natalidade. Perante este quadro, esta conjugação perigosa de variáveis, dificilmente podemos ignorar que estamos perante um dos principais problemas que a nossa democracia alguma vez enfrentou.

No entanto o debate corrente sobre a situação portuguesa é trazido quase todos os dias para uma discussão pedestre, do curto prazo. Desprezando uma observação ampla dos problemas somos entretidos com o desfile selectivo de índices parcelares, variações homólogas, dados que permitem extrair todas as conclusões possíveis.

Pior ainda quando as teses de políticos e comentadores são apresentadas com formato aparentemente científico, como se de verdades indiscutíveis se tratassem. Disso exemplo é o discurso da inevitabilidade promovido por governantes e sustentado por alguns especialistas da área do jornalismo económico. Uma verdade é tão mais científica quanto mais vasto for o conjunto das variáveis consideradas. Quando essa verdade se formula a partir da observação selectiva de meia dúzia de variáveis mais não é do que uma refinada mentira, por mais académico-científica que seja a sua formulação retórica; sendo certo que a melhor mentira é aquela que contém o máximo de verdade possível nos argumentos que a sustentam.

Circunstância contraditória ao ouvirmos abordar temas de médio e longo prazo, como o debate recente sobre natalidade, como logo se levantam ideias políticas diametralmente opostas daquelas que nos têm sido impostas nos últimos anos como sendo inevitáveis. Em boa verdade o discurso da inevitabilidade não parece ter já outro alcance que não o desejo de manter a opinião pública num patamar pedestre de pensamento, junto ao chão, sem vislumbre do horizonte. Não se trata de ignorar a importância de questões tão sérias como o rigor na gestão das contas públicas e na aplicação dos dinheiros do Estado. Trata-se apenas de reconhecer que, perante a gravidade histórica que nos apresenta a prospectiva do futuro próximo, saber se vamos cumprir a meta do défice deste ano é o menor dos nossos problemas.





Obrigado e bom dia.




Four Horsemen, um documentário sobre a distorção do sistema financeiro contemporâneo e as suas ramificações sociais e políticas à escala global. Tão perturbador quanto obrigatório. Legendas disponíveis em português. Via Renegade Economist.




A famosa cópia da Mona Lisa que existe no Museu do Prado, que se pensa ter sido desenhada por um dos pupilos do próprio Leonardo da Vinci, foi restaurada há cerca de dois anos. Análises efectuadas nessa altura por radiografia e infra-vermelhos permitiram concluir que a obra havia sido repintada em data posterior a 1750. Foi possível revelar que, oculto sob o fundo pintado de preto, se conservava ainda a paisagem envolvente inicial em bom estado. Apesar de persistirem receios em relação a limpar a frágil Mona Lisa original, o restauro da cópia do Prado permite conhecer a natureza vibrante da luz e das cores da obra-prima de da Vinci e imaginar quantos detalhes poderão estar escondidos debaixo da sua superfície enegrecida pelo tempo.



Is the Facebook trending algorithm ruling your social web experience?

Blogs are dead, Facebook is dying, and the machines are taking over. That seemed to be a popular theory just a few months ago. Now, maybe these ill-fated feelings resonate with the idea strongly rooted in western culture that if something isn’t growing, it’s necessarily dying. But it does raise interesting points for debate.

As Jason Kottke stated in a later post, blogs aren’t really dying. They have, however, lost their former relevance as content providers for news pages and feed aggregators. Blogging has become an enclosed ecosystem, operating internally within its own sphere. More importantly, the blog format, the iconic reverse-chronological stream that became an almost universal reference of web-page design, is being replaced by automatic trending algorithms.

Pages like Facebook, Twitter, Pinterest, use complex algorithms to determine what topics are trending in the moment. That means that posts, or entries, are attributed a degree of importance that is determined automatically, based on the number of “likes”, “comments” and “shares” that they receive.

The problem is that things may not be as transparent as they seem. In the case of Facebook, trending has been the default visualization mode for some time now. The option to view entries in chronological order was available at the top of the news feed, making it plainly visible. However, it didn’t seem to memorize your preference. Once you logged back in, it reverted to Facebook’s default option.

The recent redesign brought by Facebook introduced a curious subtlety. This option is still reasonably accessible, but it is hidden in the news feed button, making it less obvious for many users. Also, once you choose the chronological option, a message appears at the top of the stream, and stays there, advising you to go back to what it considers “the most important” posts.

What does this mean? It means that Facebook is subtly imposing its trending algorithm on you. This is a profound transformation of the way we’ve been accessing information on the internet. It values what is most popular, but disregards the uniqueness of what is special. As a consequence, you will not see many of the things that are being posted by your friends or the pages you follow. And it gets worse. Facebook’s monetization system allows pages to pay small fees to promote their posts and access a wider range of users. As expected, paid posts will be valued preferentially by its algorithm. Veritasium has an interesting analysis of this problem.



Because most people tend to use Facebook’s default visualization option, it allows Facebook to manipulate its criteria of relevance to leverage its business model. It seems to do so by imposing a curious mechanism: as a page grows in followers, its posts seem to reach less and less users, in relative terms, “inviting” page owners to promote their posts, paying Facebook’s fees. Such system, of course, wouldn’t work if every user chose the reverse-chronological visualization option.

Which raises a fundamental question: should we allow trending algorithms to determine the way we access information online and ultimately rule our internet experience?




Kerrie Neilen’s Post-it Note Mural at the Art, Not Apart street art festival in Canberra, 2014. Via Geek Art.




It is my firm belief that thousands of years of architectural history have been leading us to this very moment. Indeed, one day, all buildings will look like cats. More images of this pretty looking school can be found here. ‘Tis glorious…




Um post do tipo "fui eu que inventei isto". Não liguem...







Grand Theft Auto IV Walkabout Series is a visual essay by Duncan Harris.

Dead End Thrills is considered the bible of the trade when it comes to the art of screenshot capture. Its author, British gaming journalist Duncan Harris, is regarded as one of the most brilliant video game photographers in the world. He has been capturing the beauty of virtual landscapes for several years using advanced modding techniques and customized image filters.
Grand Theft Auto IV Walkabout Series is one of his latest visual essays, a black-and-white incursion through the game’s iconic Liberty City. The strong emphasis on eye-level perspective and low camera angles accentuates the sharp realism of the pictures, reflecting an aesthetic proximity to the images usually seen in movie stills. Make sure to visit his website to see the full gallery.




If you liked The Architect’s Guide to Life in Video Games you may enjoy my Pinterest pinboard dedicated to this very subject. Architecture in Video Games is a gallery with many examples of fictional buildings, cities, landscapes, and even entire worlds, which have become a part of the history of this fascinating medium. I’ll continue adding new images as I go so keep checking for updates. If you’re a Pinterest member, feel free to follow me there and let me know so I can follow along with your pins as well.




The Architect’s Guide to Life in Video Games is my latest article for Architizer. A short essay presenting 10 exciting examples of video gaming landmarks, ranging from single megastructures to entire cities and wide open landscapes. A list of remarkable virtual places everyone should visit.




Fotografia de Matthias Heiderich.




Kenneth Frampton was in Portugal a few days ago to receive the Lisbon Architecture Triennale Lifetime Achievement Award. The following conference was recorded in January 31st, in Oporto, and was an opportunity to revisit his personal journey as an academic and critic. If you don’t understand Portuguese, simply fast-forward to minute 13:30 to access Kenneth Frampton’s lecture. The video is available here, courtesy of CT CHANNEL.TV.




One of the presentation videos of the Royal Academy exhibition Sensing Spaces: Architecture Reimagined, featuring Pritzker Prize winners Álvaro Siza and Eduardo Souto de Moura.




Superkilen é um parque urbano localizado em Copenhaga. O projecto resultou da colaboração entre três equipas: as dinamarquesas Superflex e BIG, e a alemã Topotek 1.

O parque foi inaugurado em 2011 e tem merecido destaque recorrente em publicações de arquitectura e em blogues. Não se trata, por isso, de uma novidade; mas presumo que quem busca novidades não faça desta página o seu ponto de partida. Ainda assim o vídeo que partilho acima é um bom motivo para revisitar a obra e os princípios que orientaram aquela intervenção. É, acima de tudo, motivo para reflectir sobre o que torna, um espaço, público.

O processo colaborativo que esteve na base do trabalho tomou como ponto de partida a natureza multicultural daquela comunidade: um bairro onde coexistem famílias de 57 origens culturais diferentes. O sítio assenta numa faixa de terreno residual que foi sendo envolvida por construções, maioritariamente habitacionais, na continuidade de um espaço naturalizado existente. O projecto definiu três áreas em manchas dominantes de cor (o encarnado, o preto e o verde) pontuadas pela instalação de diversos equipamentos (mobiliário urbano, esculturas e objectos interactivos) inspirados nos países de origem dos seus residentes. Trata-se assim de uma abordagem que conjuga a natureza urbana e paisagística daquele território, reforçando a sua diversidade com variações de desenho e pequenas “anomalias” topográficas.

Visto à luz da experiência recente em intervenções sobre o espaço público promovidas na nossa realidade sul-Europeia, saltam à vista contrastes profundos. Aqui encontramos uma visão contida nos aspectos materiais; as opções predominantes, extensivas, são em geral de custo reduzido: o betão colorido, o betuminoso, o solo permeável. Como contraponto, o investimento parece traduzir-se alternativamente nos aspectos pontuais da intervenção, os momentos em que os utilizadores interagem fisicamente e em proximidade com o espaço: os objectos, o mobiliário e, excepcionalmente, algumas peças de iluminação; e ainda assim reforçando a robustez das soluções construtivas, em detrimento da mera “nobreza” do material.

Outro aspecto curioso: a dada altura (por volta do minuto 1:40) vemos imagens de uma área de recreio infantil. Em Portugal aquele espaço teria de estar obrigatoriamente delimitado com uma vedação de cerca de 1 metro de altura. A ausência de tal dispositivo resultaria na aplicação de pesadas coimas, da ordem dos vários milhares de euros, à instituição gestora do equipamento (o município, por exemplo) por parte da entidade fiscalizadora (a ASAE).
Ora, não tomando a Dinamarca como um país sub-desenvolvido, temos de nos interrogar sobre o facto de nos termos tornado uma nação dominada pela híper-legislação a ponto de nos impormos normas de aplicabilidade cega, sem atender às especificidades dos projectos e dos locais em que se desenvolvem. O que serve às crianças dinamarquesas não servirá às portuguesas?

Questão semelhante se colocaria a respeito das esculturas “interactivas”, que vemos ocupadas também por crianças, certamente classificáveis como ilegais por não se tratarem de equipamentos de recreio certificados. Também aí o nosso extremismo jurídico-burocrático, acompanhado de falta de bom senso, contribui para que as intervenções paisagísticas e urbanas sejam liminarmente remetidas à repetição de modelos normalizados, em detrimento da criatividade e da originalidade.

Pelo contrário, entre nós vigorou – chegando até a ser celebrada “criticamente” – a enunciação de intervenções predominantemente “contemplativas” do espaço público, dominadas por soluções extensivamente onerosas: vastas superfícies de lajedo de pedra, guias e remates de aço corten, painéis e “decks” de madeira, mobiliário e iluminação “topo de gama”; opções que raras vezes se traduzem na adequabilidade e perenidade das escolhas encontradas.

Do parque urbano Superkilen vale a pena registar a negação dessa visão “contemplativa” do espaço, onde só resta “sentar” e “olhar” (e fazer lixo, porque papeleiras sempre abundam) para oferecer múltiplas formas de apropriação e relação com o mundo urbano. O espaço, para ser público, tem que ter acções e funções e estabelecer, acima de tudo, uma relação cultural com as pessoas que o habitam. Não é, por isso, o dinheiro que nos afasta de viver uma cidade melhor; antes um pouco de saber fazer.








There’s nothing more exciting than the perfect blend of imagination, architecture and landscape design. The Pulse Park, a public playground located in the Danish town of Ry, is one of those magical places where everything seems to come together perfectly. The project was created by multidisciplinary architecture office CEBRA. Now, I'm sure there are things the mighty nordic peoples of Denmark can't do very well, I just can't seem to figure out what those are...







A beautiful set of illustrations by André Letria, dedicated to the Portuguese city of Elvas. The Garrison Border Town of Elvas and its Fortifications is a Unesco World Heritage Site since 2012, and you can find more about it here.



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    The architecture blog A Barriga de um Arquitecto / The Belly of an Architect (written in bilingual Portuguese-English) is mainly focused on contemporary architecture and urban design, covering recent works from Portuguese architects as well as projects of international significance.

    My name is Daniel Carrapa. I was born in Lisbon, Portugal, in 1973. I’m an architect living in Évora, a nice historical town that was included in the World Heritage List by UNESCO in 1986. I’m married, have 4 cats – Matilde, Patanisco, Olivia, Lisa – and 1 dog – Moby. Moby is a three-legged dog. He’s okay. I graduated as an architect in 1996 (FAUTL Lisbon Faculty of Architecture). I am also an authority on cat litter and will provide expert advice upon request.

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