Últimas Reportagens



O Últimas Reportagens apresenta agora um conjunto de 80 projectos de arquitectura, todos eles obras de referência e fotografados sob o olhar especial de Fernando Guerra. Está assim cada vez mais robusto aquele que é o mais interessante directório de imagem de arquitectura contemporânea portuguesa, contando ainda com a presença de alguns arquitectos estrangeiros notáveis como Peter Zumthor, Zaha Hadid e Rem Koolhaas.

Para além do trabalho fotográfico em presença, o Últimas disponibiliza ainda uma série de Dossiers Especiais, de consulta imprescindível. Trata-se de um suporte de comunicação que merece ser dado a conhecer e incentivado, pelo potencial de divulgação na área de arquitectura tanto para arquitectos como para o grande público. Um contributo para que possa acontecer um olhar didático que desperte as pessoas para a beleza que encerra uma boa parte da nossa produção contemporânea, tantas vezes desconhecida e ignorada. Os dossiers já publicados online são os seguintes:

Biblioteca Municipal de Ílhavo, ARX Portugal;
Casa do Romeirão, ARX Portugal;
Casa Elementar, Manuel e Francisco Aires Mateus;
Teatro Municipal da Guarda, Carlos Veloso;
Casa Tóló, Álvaro Leite Siza Vieira;
École Paradis.
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Brevemente, aqui no blogue, a apresentação do novo livro do Centro Das Artes | Casa Das Mudas, o projecto premiado do arquitecto Paulo David edificado na Madeira. O livro é uma publicação das Edições FG+SG e estará à venda nas livrarias a partir da próxima segunda-feira – podendo também ainda ser adquirido via online.

Revista aguasfurtadas 9

Anuncia-se o lançamento da nova edição da aguasfurtadas, revista de literatura, música e artes visuais, com textos de Inês Lourenço, Tiago Gomes, Rui Lage, Pedro Ribeiro, Marcelo Rizzi, Adrienne Rich, Virginia Woolf, Filipe Guerra, entre muitos outros, para além de trabalhos inéditos de vários fotógrafos e artistas plásticos, e ainda de um CD com obras de Alexandre Delgado, Ruben Andrade, Dimitris Andrikopoulos e do grupo de jazz Espécie de Trio.
Este número 9 será apresentado no próximo dia 6 de Julho a partir das 21H30, nos Espaços JUP (Rua Miguel Bombarda, 187), no Porto.


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A sessão de apresentação incluirá o concerto/performance de Mano Calórica e Las Tequillas; e ainda "O Furto das Águas", uma criação colectiva de um grupo de actores preparada especialmente para o evento. Não perca também o segundo vídeo promocional da revista "aguasfurtadas" 9.

Livro de obra



Pelo blogue do arquitecto Raimundo Gomes descubro um livro de obra fotográfico do novo Museu da Fundação Iberê Camargo de Álvaro Siza, disponível no sítio web oficial da fundação. Uma visita recomendada para quem queira conhecer um pouco do processo de construção do edifício.

O Tazoo precisa de ajuda



O Tazoo é um pequeno cão que foi recolhido pelos amigos do Refúgio Das Patinhas. Na altura estava em muito mau estado, porque tinha sido atacado por outros cães, mas com ajuda e carinho recuperou e tudo parecia correr bem.
Infelizmente o Tazoo piorou a sua condição recentemente e veio a descobrir-se que sofre de um problema cardíaco associado a insuficiência renal. Após alguns dias de internamento veterinário o pequeno ex-vadio conseguiu recuperar e o prognóstico é bastante esperançoso. Mas a situação é muito difícil porque ele vai precisar de alguém que tenha disponibilidade para cuidar dele, dando-lhe a medicação bidiária (permanente) e a alimentação específica para a sua doença renal.

Se alguém tiver condições e disponibilidade para o adoptar, decerto encontrará um amigo bem fiel no Tazoo e lhe dará uma nova esperança de vida. Fica assim o apelo confiante que algum leitor especial possa fazer esta grande boa acção.

Deixo-vos também o registo dos contactos e ainda o nº. de conta do Refúgio para os que puderem dar uma ajuda.

Email: geral@refugiodaspatinhas.org
Ana - 912290514
Lau Maia - 918899947
N.º Conta CGD: 0206.699272400
NIB: 0035.0206.00.699272400.97
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Mais:
(1) Tazoo, Refúgio Das Patinhas;
(2) Tazoo – ajuda, Adopção Dos Animais;
(3) Tazoo, Blog Dos Bichos.

Urbanismo negativo (2)

A exposição anterior não pretendia resumir-se a uma qualquer espécie de dicotomia entre os técnicos “bons” e os políticos “maus”. Não escrevo sobre pessoas, muito menos sobre culpados, mas sobre sistemas. O que apresentei não é novidade. Existe hoje uma extensa doutrina técnica na área do urbanismo. Não estou a dizer que essa doutrina esteja disponível nas nossas universidades ou incorporada na prática das várias entidades públicas que tutelam o ordenamento do território. Também existe uma capacidade tecnológica sem precedentes para intervir no sector: suportes digitais, sistemas de informação, bases em rede, modelos estatísticos. Ou seja, as ferramentas necessárias para sustentar modos de planeamento dinâmicos e monitorizáveis já existem. O que não existe é uma contaminação do sistema político de ordenamento por esses novos conhecimentos e capacidades. O “prédio jurídico” do ordenamento do território mantém-se, apesar de melhorias significativas na última década, a conviver bem com o mesmo modo de operar estático que se verifica na prática. Uma prática de que tanto técnicos como políticos são responsáveis.

Adianto ainda uma opinião pessoal sobre o problema dos “arquitectos contra urbanistas”. O urbanismo faz-se da colaboração de disciplinas de desenho e de não-desenho. Na área de desenho vejo como fundamentais a participação da arquitectura, do paisagismo e das engenharias. E continuo, confesso, com muitas dúvidas a respeito do papel do urbanista. Ele será sem dúvida o mais importante, mas será o urbanista um técnico do desenho ou do não-desenho. A resposta parece-me muito fácil. O urbanista deverá ser aquele capaz de coordenar todos os saberes, e nesse sentido deverá assumir-se muito mais como um gestor no sentido mais nobre do termo, e uma mais valia para todo o processo – também de desenho.
Mas enquanto os urbanistas se virem a si como arautos do desenho do território – remetendo os arquitectos para dentro dos polígonos de implantação, os paisagistas para os “espaços verdes” e os engenheiros para os arruamentos e para debaixo do chão – estarão a prestar um mau serviço à sua disciplina e à profissão que desejam reforçar.