[knopfler]

Sexta-feira



É hoje à noite no Pavilhão Atlântico. Eu vou lá estar para duas horas de bajulação e histeria colectiva. Mark Knopfler, ex-líder superstar dos Dire Straits, sultão do swing, abandonou a imagem estabelecida do herói da guitarra para seguir o seu percurso pessoal, límpido, de referências country e um grande amor pela sua Stratocaster.

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Cabelo curto e grisalho, óculos, camisa branca por fora das jeans, boa disposição e uma respeitável colecção de guitarras. Mark Knopfler abriu o livro para um concerto fenomenal que começou às 21.30 e durou bem para lá da meia-noite. Três horas de música total, a qualidade e variedade de arranjos, uma abordagem informal, a pureza de um evento todo à base de música, por vezes cheio de intimismo, outras de uma potência arrebatadora a fazer esquecer a idade dos homens no palco.
Começando em Why Aye Man e percorrendo a história de Knopfler, ouviram-se temas dos seus discos a solo e muitas, muitas músicas dos Dire Straits. Houve um pouco de tudo para todos, se bem que alguns dos seus belos temas se tenham perdido numa sala mais voltada para matar saudades do que para apreciar os seus últimos trabalhos (que dizer do belíssimo Rudiger, perdido numa plateia um pouco distraída).
Para os olhos e ouvidos mais atentos, foi uma noite inesquecível. A presença de um grupo de homens amadurecidos, sem exibicionismos e com muita presença de palco, abençoou os presentes com uma lista de músicas sensacional. A lembrar: Why Aye Man, Walk Of Life, What It Is, Sailing To Philadelphia, Romeo & Juliet, Sultans Of Swing, Done With Bonaparte, Song For Sonny Liston, Donegan’s Gone, Rudiger e Boom, Like That. Para o encore, só Dire Straits: Telegraph Road, para trazer a sala abaixo, seguida de um silêncio religioso ao som de Brothers In Arms, depois o arrebatamento de Money For Nothing e um final em grande com So Far Away. O concerto termina com o tema do Local Hero (Wild Theme), Mark Knopfler na frente do palco, guitarra e um acompanhamento discreto de teclas. O cenário enche-se de estrelas sobre um fundo azul-negro para uma despedida memorável, um largo sorriso e a guitarra estendida, lá no alto. (2005-04-05)

2 comentários:

  1. Parabens pelo blog. Espero voltar mais vezes. Somos colegas e sou apenas chegado a blogosfera. Um abraço

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  2. Simplesmente arrebatador... foi o concerto da minha vida! Eu chorei qd ele começou a tocar a brothers in arms e vi aqueles isqueiros acesos por um tb magnifico pavilhao... Simplesmente lindo, foi ele, o unico, mestre Mark Knopfler!

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