Joshua Frankel é cineasta e autor de trabalhos de animação. É também, em conjunto com a sua mulher Eve Biddle, criador de vários murais públicos desenhados nas cidades de Nova Iorque e Filadélfia. Em 2008 recebeu uma comissão da campanha presidencial de Barack Obama para conceber uma série de animações e pequenos filmes que receberam bastante notoriedade na web.
Plan of the City é o seu trabalho mais recente, misturando imagem real com ilustrações e fotografias numa colagem animada ao som de uma peça sinfónica do compositor nova-iorquino Judd Greenstein. Uma viagem arquitectónica em direcção ao Espaço para ouvir e ver, de preferência, em todo o ecrã.
Sobre o recente post Carta de marear um leitor enviou-me, via email, um esclarecimento relativo ao uso do termo ‘Portulano’ que deveria ser referido correctamente como ‘Carta-portulano’. Fica a referência bibliográfica, não deixando de endereçar o meu agradecimento a este leitor do blogue.
Decorrendo do desenvolvimento de novos conhecimentos geográficos e científicos, vai surgir nos finais da Idade Média uma nova, e verdadeira, cartografia, com o aparecimento e difusão nos séculos XIII-XIV da chamada 'carta-portulano' mediterrânica (note-se que a designação correcta é a de 'carta-portulano', e nunca a de 'portulano' - pois os 'portulanos' mediterrânicos não eram representações cartográficas, mas sim relatos sob a forma de um texto escrito, tipo roteiro).
Marques, A. P. (1994), A Cartografia dos Descobrimentos Portugueses, ELO.

O que seria da vida sem o Tumblr, o lugar onde podemos descobrir coisas destas? Nada mais sei do que aquilo que está à vista. Mas parece-me que devíamos todos reflectir bem sobre isto…



Saudades dos Kalkitos da vossa infância ou das películas Mecanorma do tempo de escola? Pois aqui têm tudo o que é preciso para deliciosos momentos de reminiscência preenchendo as paredes dos vossos lares para deleite de toda a família. São nada mais nada menos do que os Wall Decals, autocolantes temáticos desde a Guerra das Estrelas ao King Kong (ou será o Donkey Kong?), não esquecendo dinossauros e outras figuras de animais à solta. Podem acompanhar a colecção inteira aqui. Via Rampaged Reality.

Por estes dias vou preenchendo algum do meu tempo com a banda sonora de Hereafter, o último filme de Clint Eastwood. Todo o álbum se faz em torno de um mesmo tema, variações sobre uma composição do próprio realizador cuja inspiração recai, por sua vez, sobre o célebre Concerto para Piano nº 2 de Rachmaninov.
Descobri Clint Eastwood como realizador num filme do início da década de oitenta chamado Honkytonk Man (A Última Canção). Filme menosprezado, praticamente desconhecido, sobre um cantor em busca de redenção num momento decisivo da sua vida, é uma história marcada pela aspereza empoeirada típica de uma balada country. Uma obra estranha e anómala para um tempo em que o actor-realizador protagonizava regularmente como herói de acção, é no entanto um dos primeiros trabalhos em que encontramos tudo aquilo que viria a fazer dele um autor sem par na história do cinema americano contemporâneo.
Tenho para mim que os filmes de Eastwood se dividem em duas categorias. As obras-primas, passe a latitude da expressão, onde encontramos títulos como Unforgiven, A Perfect World, Mystic River, Million Dollar Baby e ainda a adaptação de The Bridges of Madison County – e quem não se comoveu com a sequência de despedida faça o favor de marcar desde já uma consulta de psiquiatria. A esta lista junto ainda, separadamente, o extraordinário Gran Torino, o seu filme-testamento que é toda uma filosofia de vida e uma das obras que marcará a leitura futura da cinematografia do grande Dirty Harry.
Hereafter não fará parte desta primeira divisão de obras de Eastwood mas é, ainda assim, um filme que vale a pena descobrir. Obra minimal sobre três personagens suspensos na fronteira da vida por motivos diversos, uma simples história da ligação entre pessoas que vivem no horizonte entre este e um outro lugar. O filme não deixa de criticar sem rodeios a profusão de impostura e charlatanice que rodeia o mundo do sobrenatural. Mas de igual modo nos desafia a questionar aquilo que temos por certo, aquilo que nos transcende. Seja como for, é um trabalho que nos mostra um dos últimos grandes humanistas do cinema americano, capaz de olhar para aquilo que não se vê para expor as fragilidades do que significa ser-se humano.

Portulano de Pedro Reinel datado de 1504, detalhando partes da costa atlântica Europeia e Africana e o canto oriental da ilha da Terra-Nova, actualmente parte integrante do Canadá. É a mais antiga carta náutica conhecida a ter uma escala de latitudes e a primeira a representar uma Rosa dos Ventos com o símbolo da Flor-de-lis. Descoberto no magnífico tumblelog Maps & Charts.
É a quarta parte da série de pequenos filmes de tributo a Carl Sagan, desta vez em torno das adversidades encontradas pelo Homem na busca por conquistar o Espaço. Para continuar a acompanhar na página The Sagan Series no Facebook.
Já publicados anteriormente: Earth: The Pale Blue Dot, Life Looks For Life e A Reassuring Fable.
Quando surgiram as primeiras notícias sobre a eventual recusa da Finlândia em subscrever o pacote de ajuda a Portugal escrevi no meu Facebook que, sendo nós dez milhões e eles apenas cinco, talvez pudéssemos invadi-los. Logo um amigo respondeu que, infelizmente, não teríamos sequer dinheiro para comprar as sandes para o caminho.
Brincadeiras à parte, confesso que acho o vídeo agora promovido pela Geração C, tornado em fenómeno viral pela internet e que chegou já à televisão Finlandesa, bastante divertido. É inócuo e suficientemente tongue-in-cheek para não ser completamente levado a sério. As reacções foram diversas, cá e lá, mas felizmente a inteligência e o sentido de humor parecem estar a prevalecer, como dá conta o recente tweet de Alex Stubb, Ministro dos Negócios Estrangeiros Finlandês.
Uma pergunta fica, no entanto, da visualização deste pequeno filme. Uma pergunta que os Portugueses, porventura mais do que quaisquer outros, não deixarão de fazer. Afinal, tendo uma herança tão rica, um tão enorme potencial, com provas dadas de voluntarismo, engenho e generosidade, porque nos encontramos então à beira da falência?
Por que razão essas qualidades não prevalecem no modo como nos governamos e organizamos enquanto sociedade, vindo ao de cima o pior de nós todos: a desvalorização do trabalho, a falta de exigência ética, a complacência com a corrupção e a cedência aos interesses mais mesquinhos.
Têm razão alguns Finlandeses que não se esqueceram de nos recordar que vivem num dos países com mais baixos índices de corrupção do mundo. Infelizmente o mesmo não se pode dizer de Portugal.
Entre nós falamos de corrupção como se de um fenómeno estanque se tratasse. Como se a corrupção não significasse, em sentido lato, uma degeneração social resultante do somatório dos nossos comportamentos colectivos. E se nos questionássemos sobre isto, sem rodeios? Seremos desonestos?
Em boa verdade tomamos o atropelo das regras como algo usual no nosso modo de viver. Desrespeitamos os limites de velocidade na estrada e achamos normal. Como normal é utilizar o telemóvel durante a condução. Descarregar rotineiramente filmes da internet. Utilizar software ilegal. Sabotar a televisão por cabo ou a rede wi-fi do vizinho. Ludibriar o cartão de ponto ou fugir à declaração de rendimentos.
Somos tantas vezes isto, das pequenas às grandes coisas. E tudo achamos tolerável, auto-justificável, normal. Em nós como nos que nos governam, pois que de outra forma não poderíamos tolerar a falta de honestidade, a encenação e a negação dos factos ao mais alto nível das funções do Estado.
E isto eu já não sei explicar ou vislumbrar sequer uma réstia de sentido. Confesso sentir-me fazer parte não já de uma minoria mas de uma minoríssima. E tão certo julgo esta intervenção externa necessária, como julgo não sermos merecedores dela. Afinal, você emprestava o seu dinheiro aos Portugueses?
Um filme didáctico e bem humorado promovido pela Geração C, uma iniciativa da Câmara Municipal de Cascais na área da Juventude. É o primeiro vídeo de uma série com o título Portugalnomics, dando a conhecer ao povo Finlandês alguns dos factos mais notáveis da nossa História.

Image credits: Fernando Guerra (foto de telemóvel).

Light Is Much More, debate com as presenças de Campo Baeza, Carrilho da Graça, Atelier Mob, Barbosa & Guimarães e Isay Weinfeld, na Tektonica (Auditório I, Centro de Reuniões da FIL) no dia 6 de Maio pelas 14h00. Inscrições abertas a partir do sítio web Espaço de Arquitectura.
A Cidade Como Pretexto #3, conferência com o arquitecto Gonçalo Byrne centrada na apresentação do estudo urbano para o Quarteirão Sul do Largo do Rato. Tem lugar no dia 10 de Maio, com organização da Associação INDUSCRIA – Plataforma para as Indústrias Criativas. Ver blogue.
REimaginar a Cidade: Cultura, Cidadania e Comunidade, conferência com a participação dos professores Malcolm Miles (Universidade de Plymouth), João Teixeira Lopes (Universidade do Porto) e Claudino Ferreira (Universidade de Coimbra), dia 13 de Maio. O debate, centrado no tema da revitalização das cidades, insere-se no conjunto de acções de animação do Projecto de Regeneração Urbana de Tondela, com promoção da ACERT em parceria com o Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra e o Programa de Mestrado e Doutoramento em Cidades e Culturas Urbanas da Faculdade de Economia da mesma Universidade. Mais informações no site da ACERT.
Symposium Digital Fabrication – a State of Art, ciclo de conferências e workshop com organização do ISCTE, dias 9 e 10 de Setembro. Com as presenças de Kevin Klinger (Ball State University), Vicent Guallart (IaaC), Bob Sheil (Bartlett UCL), Gabriela Celani (UNICAMP) e Tobias Bonwetsch (ETH Zurique). Workshop coordenado José Pedro Sousa (FAUP/DARQ/OpoLab). Mais informações no sítio web do Departamento de Arquitectura e Urbanismo - ISCTE e no Facebook. Inscrições abertas a partir do blogue oficial.
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The architecture blog A Barriga de um Arquitecto / The Belly of an Architect (written in bilingual Portuguese-English) is mainly focused on contemporary architecture and urban design, covering recent works from Portuguese architects as well as projects of international significance.
My name is Daniel Carrapa. I was born in Lisbon, Portugal, in 1973. I’m an architect living in Évora, a nice historical town that was included in the World Heritage List by UNESCO in 1986. I’m married, have 4 cats – Matilde, Patanisco, Olivia, Lisa – and 1 dog – Moby. Moby is a three-legged dog. He’s okay. I graduated as an architect in 1996 (FAUTL Lisbon Faculty of Architecture). I am also an authority on cat litter and will provide expert advice upon request. I love traveling, watching movies, reading books and draining the battery from my X360 gamepad. In my lifetime I have visited the following countries: India, Nepal, China (Hong-Kong and Macau), Greece, Spain, France, Italy, Austria, Hungary, Poland, Czech Republic, Germany and the Netherlands.
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