«Gente da Casa» - Coreografias da Obra

É já amanhã a segunda sessão do ciclo de debates sobre arquitectura, integrada no âmbito da exposição do projecto Gente da Casa. Com o tema “Coreografias da Obra” esta conversa conta com as seguintes participações: Rui Horta (coreógrafo), Ruy Otero (realizador), João Mendes Ribeiro (arquitecto/cenógrafo), Gil Mendo (programador de dança da Culturgest), Manuel Graça Dias (arquitecto), Luís Francisco (pedreiro), e os moderadores Carlos Gomes (arquitecto) e Nuno Nabais (professor do departamento de filosofia da Faculdade de Letras de Lisboa).
Esta segunda conversa, partindo da expressão própria de uma obra de construção, em função dos seus intervenientes, das preocupações, movimentos, tensões e tipo de ligações próprios desta actividade económica, abre-se ao conceito de obra mais vasto; como processo evolutivo resultante de um conjunto de ideias, decisões e acções que produz um resultado que tanto pode ser um edifício, um cenário, uma coreografia ou uma peça de teatro, só para referir aquelas em que o paralelo é mais óbvio.
Da mesma forma que os performers de um espectáculo, ao ensaiarem repetidamente movimentos e expressões, pausas e mudanças de velocidade, intensidades e intenções, geram uma determinada atmosfera capaz de revelar ao espectador o significado e o sentido das acções a que assiste, também numa obra de edificação, e em cada obra em particular, os seus diversos intervenientes, de acordo com a experiência própria de cada um, posição na hierarquia da obra e contexto em que esta se desenvolve, geram uma coreografia de comportamentos plena de significado e distintos planos de leitura – cultural, social, político e económico.
Pode o movimento gerado pelo trabalho numa obra ser visto como uma coreografia e uma coreografia ser vista como uma arquitectura do movimento?

Quarta-feira, 3 de Novembro, pelas 18h30 no auditório da Ordem dos Arquitectos (Banhos de São Paulo), em Lisboa.

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