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Exposição Montemor-o-Novo, cidade como tema (fotos)



A exposição «Montemor-o-Novo, cidade como tema» vai estar patente (numa 1ª fase) durante a primeira quinzena de Junho n’O Espaço do Tempo, o centro de artes transdisciplinares situado no Convento de Nossa Senhora da Saudação.

Os trabalhos de projecto desenvolvidos pelos alunos de Mestrado Integrado em Arquitectura da Universidade de Évora debruçam-se sobre diversos locais importantes de Montemor-o-Novo, apresentando intervenções possíveis, por vezes pragmáticas, outras utópicas, mas sempre estimulantes como forma de refletir sobre os muitos potenciais adormecidos no nosso ambiente construído. Destaque para as ideias apresentadas para a zona do centro histórico da cidade (Convento da Saudação e Quarteirão do Almansor), da Avenida, do Rossio (Praça de Touros, terreno nas traseiras dos prédios da Rua D. Sancho, Antigo Matadouro Municipal), zona da Antiga Estação de Comboios, do Mercado Municipal e ainda do Moinho da Abóbada (também conhecido como Moinho do Chico Virtuoso).

Ficam algumas fotografias da exposição, incluindo imagens da sessão de apresentação dos trabalhos pelos alunos, com a presença dos professores João Barros Matos e Pedro Pacheco, e ainda do coreógrafo Rui Horta e do arquitecto convidado João Mendes Ribeiro. Mais imagens serão partilhadas nos próximos dias através do Instagram.






Exposição Montemor-o-Novo, cidade como tema



Montemor-o-Novo, cidade como tema é uma exposição dos alunos de Mestrado Integrado em Arquitectura da Universidade de Évora, com coordenação dos professores João Barros Matos e Pedro Pacheco. A exposição inaugura já na próxima sexta-feira, dia 1 de Junho, pelas 17h00, estando patente n’O Espaço do Tempo, o centro de artes transdisciplinares dirigido pelo coreógrafo Rui Horta e situado no Convento de Nossa Senhora da Saudação, em pleno recinto monumental do castelo da cidade.

Debate de encerramento: exposição Fernando Guerra na Garagem Sul do CCB



A exposição Fernando Guerra: Raio X de uma prática fotográfica, patente na Garagem Sul do CCB, entra agora na reta final. Os visitantes poderão aproveitar esta oportunidade única para conhecer a obra de um dos mais reconhecidos fotógrafos de arquitectura, até ao dia 15 de Outubro.

Já no próximo sábado, dia 7 de Outubro pelas 17:00 horas, terá lugar o Debate de Encerramento com a presença de Daniel Malhão e Carles Muro. Também a não perder, no mesmo dia às 15:00 horas, a última visita guiada à exposição com a monitorização dos arquitectos Ana Custódio e Filipe Araújo.



A trajectória de Fernando Guerra no panorama mundial da fotografia de arquitectura é indissociável da sua capacidade de comunicar imagens através do sítio web Últimas Reportagens, a sua plataforma profissional no mundo online. Num tempo de desmaterialização e fragmentação de conteúdos no espaço digital esta exposição revela-se mais pertinente pela possibilidade de nos fazer confrontar presencialmente com a sua obra, para muitos pela primeira vez, através de vários suportes materiais complementados com projecções e registos audiovisuais muito diversos.

O seu percurso pessoal atravessa um período particularmente crítico da produção arquitectónica nacional e internacional: da primeira década deste século marcada por uma notável expansão da profissão e a emergência de uma nova e promissora geração de arquitectos, percorrendo os anos da crise e os seus impactos, para chegarmos a um presente marcado por interrogações, receios e novas possibilidades. A fotografia de arquitectura participa nesse debate pleno de ramificações críticas e, inevitavelmente, também políticas, por ocupar um espaço de intermediação entre os arquitectos e o público.



A extensa colecção de reportagens de Fernando Guerra permite-nos observar o presente mas convoca-nos, acima de tudo, a reflectir sobre o lugar que ocupará a comunicação visual da arquitectura no futuro? Tal como a própria arquitectura, também a sua fotografia continuará a evoluir para acompanhar os processos de reconfiguração estrutural da profissão, no balanço de tensões entre o processo económico corrente e as responsabilidades culturais, sociais e ambientais que pendem sobre o horizonte.

Contemporânea do novo milénio, a fotografia de Fernando Guerra imprimiu uma nova dinâmica à arquitetura portuguesa. Com o apoio do mundo digital e das redes sociais, as reportagens de FG+SG passaram a retransmitir quase de imediato uma imagem vibrante da produção arquitetónica. A novidade desse processo foi a condição digital das imagens e da sua circulação, condição que também acompanhou a crise dos media impressos e a transformação das práticas e plataformas de crítica. Nesse contexto, as fotografias FG+SG combinaram o rigor e a originalidade do olhar de Fernando Guerra com a versatilidade das suas imagens, capazes de responder com eficiência às exigências da comunicação de arquitetura. O êxito destas imagens interpela a própria disciplina da fotografia sobre a sua capacidade de reinvenção, a sua história e os seus limites. Como se enquadra a prática de Fernando Guerra no campo alargado da fotografia? Qual o potencial e quais os riscos da objetividade e subjetividade do meio fotográfico? E, para a crítica e a divulgação da arquitetura, o que trazem e o que escondem as imagens Fernando Guerra?

Agenda: fotografia e cinema

Duas iniciativas em destaque esta semana, a não perder: a sessão de Homenagem a Baptista-Bastos na Cinemateca, já esta quarta-feira às 19h00, e a abertura da exposição Fernando Guerra: Raio X de uma prática fotográfica, na Garagem Sul do CCB, que estará patente até ao dia 15 de Outubro.



Baptista-Bastos (1933-2017), jornalista, cronista e escritor sobejamente conhecido, cruzou-se cedo com o cinema quando assinou a coluna de crítica “Comentário de Cinema” n’ O Século Ilustrado, de que foi subchefe de redação aos 16 anos. A sua cumplicidade lisboeta com Fernando Lopes, com quem colaborou na RTP e de quem era amigo chegado, confunde-se no entanto com as suas incursões no cinema português. Sobre ela, escreveu o próprio em 1996 para o catálogo da Cinemateca Fernando Lopes por Cá, “Dissertação sobre o Ofício da Amizade”. Vale a pena lê-lo, sobre a amizade, o cinema, a experiência de BELARMINO, em que Lopes o filmou a entrevistar Belarmino Fragoso. “[…] O nosso ‘gentleman’s agreement’ não exigia total aceitação das ideias de cada qual; mas implicava, pelo menos, a sua compreensão e discussão. Deixando-se de compreender e de discutir, a validade da união tornava-se ambígua e inútil por insubstancial. Éramos quantos? Fomos todos. [….]”. É com BELARMINO e AS PALAVRAS E OS FIOS, de Fernando Lopes, que evocamos Baptista-Bastos, na próxima quarta-feira, numa sessão de homenagem na Sala M. Félix Ribeiro, às 19h.



A fotografia de arquitetura ganhou, com o novo milénio, uma preponderância exponencial na relação dos arquitetos com a sociedade. O escritório FG+SG tem assumido os desafios da mediatização da arquitetura, sendo hoje uma prática fotográfica premiada e reconhecida internacionalmente. A afirmação progressiva de Fernando Guerra tem acompanhado a produção arquitetónica contemporânea e as suas reportagens fotográficas, difundidas a uma escala global através da plataforma virtual Últimas Reportagens, constituem um ponto de vista privilegiado sobre a arquitetura de hoje. Por outro lado, a sua prática fotográfica responde à evolução técnica do campo da fotografia nas últimas décadas, marcada essencialmente pela afirmação dos novos meios digitais. Esta exposição apresenta o trabalho autoral de Fernando Guerra atravessado por uma cartografia da atividade do escritório FG+SG, convocando o seu arquivo de imagens e evidenciando os seus processos de produção. Mostrando a obra fotográfica e os seus modos de fazer, a prática de Fernando Guerra é assim exposta como que submetida a um Raio X.

Exposição Habitar Portugal em Évora



Depois de ter passado pelo Porto, Coimbra, Viseu e Tomar, chega agora a Évora a exposição Habitar Portugal 12-14. É a quinta de um conjunto de mostras que tem percorrido o território nacional, dando a conhecer uma selecção de 80 obras de arquitectura construídas no triénio 2012-2014.

O período a que esta edição corresponde é coincidente com o programa de resgate financeiro a que Portugal esteve sujeito. Quis-se, por isso, analisar e compreender o impacto que inevitavelmente este facto teve na prática dos arquitectos portugueses. A observação destas obras não torna evidente uma preocupação específica com os programas ou as actuações que, de uma forma ou de outra, incorporaram a actual situação social, política e económica como um seu motivo. Procura, antes, perceber qual o impacto desse estado que ainda não sabemos quanto de transitório terá, de que formas se manifesta e que consequências deixa.

A exposição tem inauguração marcada para o próximo Sábado, 24 de Setembro, às 17h30, no Fórum Eugénio de Almeida, onde estará patente até ao dia 30 de Outubro. Mais informações disponíveis na página da Ordem dos Arquitectos.

Inside a Creative Mind: Gonçalo Byrne e ARX Portugal



Já estão disponíveis para ver na internet as conferências de Gonçalo Byrne e de José e Nuno Mateus (ARX Portugal), promovidas no âmbito do ciclo Inside a Creative Mind da Fundação Calouste Gulbenkian. Os interessados podem também ver o registo da sessão de abertura que contou com a participação de Álvaro Siza Vieira.

As próximas sessões contam com as presenças de Francisco e Manuel Aires Mateus (28 de Abril), João Luís Carrilho da Graça (12 de Maio), Inês Lobo (19 de Maio) e Eduardo Souto de Moura (2 de Junho), tendo lugar no Auditório 2 da Fundação, sempre às 18h30. A exposição estará patente até ao dia 6 de Junho (encerra às terças-feiras).

Inside a Creative Mind: Álvaro Siza Vieira



Está disponível na internet a conferência com Álvaro Siza Vieira que teve lugar no passado dia 18 de Março, realizada no âmbito do ciclo Inside a Creative Mind promovido pela Fundação Calouste Gulbenkian. As próximas sessões contarão com a presença de Gonçalo Byrne, José e Nuno Mateus, Francisco e Manuel Aires Mateus, João Luís Carrilho da Graça, Inês Lobo e Eduardo Souto de Moura. O calendário da programação pode ser consultado aqui. Os mais interessados podem acompanhar a página Livestream da Fundação, onde são exibidos em directo e arquivados os vídeos deste e de outros eventos. A acompanhar o ciclo de conferências está ainda patente uma exposição com trabalhos seleccionados dos arquitectos, em exibição até ao dia 6 de Junho (encerra às terças-feiras).

Exposição Habitar Portugal



A exposição inaugural Habitar Portugal 12-14 está patente na Galeria Municipal do Porto. É a primeira de um conjunto de exposições que, até ao final de 2017, irá percorrer o país, dando a conhecer um registo arquitectónico representativo do período que ficaremos a conhecer como os anos da troika.

Com o provocativo tema “Está a arquitectura sob resgate?”, a iniciativa revela-nos de que formas a produção arquitectónica portuguesa se ressentiu dos impactos da crise. Os comissários do projecto, Luís Tavares Pereira, Bruno Baldaia e Magda Seifert, enfatizam o contexto social e cultural deste tempo: austeridade, escassez, desemprego, diminuição do poder de compra, crise do mercado imobiliário, são tópicos que não conseguimos dissociar de uma reflexão profunda que incide sobre as condições da construção e da arquitetura nos anos 2012, 2013 e 2014.



Com parceria entre a Ordem dos Arquitectos e a Câmara Municipal do Porto, a mostra em exibição na Galeria Municipal é de entrada livre e estará patente até ao dia 25 de Abril. Em simultâneo irá decorrer um programa paralelo com diversas actividades complementares, cujos detalhes podem ser conhecidos no sítio web oficial da iniciativa. Para ficar a par de todas as novidades vale a pena acompanhar a página do Habitar Portugal no Facebook.

Distância Crítica: conferência com Ellen van Loon (OMA)



Ellen van Loon é actualmente uma das figuras de topo da OMA, a firma criada por Rem Koolhaas em 1975. Entre os projectos que dirigiu encontramos a notável torre De Rotterdam, a Casa da Música (Prémio RIBA 2007) e a Embaixada Holandesa em Berlim (Prémio Mies Van der Rohe 2005).
A arquitecta vai estar em Portugal no dia 17 de Fevereiro para participar numa conferência integrada no ciclo Distância Crítica, com produção da Trienal de Arquitectura de Lisboa. O evento terá lugar no Grande Auditório do Centro Cultural de Belém. Os ingressos podem ser adquiridos através da Bilheteira do CCB e na Ticketline, com custo de 5 euros.

Uma mão-cheia de Tumblr-blogues portugueses

Image credits: Artur Pastor.

O Tumblr continua a ser uma das mais fáceis plataformas para construir e gerir um blogue. Com os anos tornou-se também um ecossistema muito particular dentro da blogosfera, sendo ocupado por gente um pouco desalinhada dos modelos correntes de participação nos blogues e nas redes sociais. Vale a pena percorrer os seus recantos em busca de inúmeros autores portugueses que fazem daquele o seu espaço de expressão pessoal. Esta é só uma pequena amostra…

Lisboetas é a página institucional dirigida pela Câmara Municipal de Lisboa que se dedica a partilhar detalhes da vida da cidade. Tem por base um vasto conjunto de fotografias do acervo municipal, imagens antigas e contemporâneas captadas por autores diversos, postais e publicações ilustradas, entre outras fontes.

Artur Pastor, o blogue dedicado a este fotógrafo português nascido em 1922, dá a conhecer o rico espólio fruto do seu trabalho que foi adquirido, quase na sua totalidade, pelo Arquivo Fotográfico Municipal de Lisboa, em 2001. Os arquivos fotográficos de Artur Pastor contêm largos milhares de fotografias, a preto e branco, diapositivos a cores e negativos a cores. Para além da cobertura de todas as regiões continentais e insulares do país, constam colecções de várias províncias de Espanha e Itália e das cidades de Paris e Londres.

Old old Lisbon Project, fotografias e memórias da cidade de Lisboa.

Sombras de Alguém, uma colecção de rolos por revelar encontrados dentro de máquinas antigas e de negativos perdidos da feira da ladra. Sim, é tão bom como a descrição faz supôr.

Ilustração Portuguesa, dedicado a partilhar digitalizações de revistas antigas.

The Portuguese Affair, depositário de imagens relativas a Portugal.

Danny Ivan, um super-talentoso artísta gráfico português.

Novas Palavras Novas, palavras novas, basicamente. Este têm mesmo de ver!

Alexandre Farto (aka Vhils), o Tumblr do street artist português que toda a gente sabe quem é.

Get This Fresh One!, arte urbana nas ruas de Lisboa.

E estes – fotoblogues, artísticos, temáticos, pessoais, há de tudo um pouco – entre tantos, tantos outros: FotoBen (do meu amigo Benjamim Silva), Farinha Amparo, Chainho Photography, Pedro Quintas, The Tilerist, I Love Bairro Alto, Under a Warm Light, Chasing After Magic, The Seven Hills Of Lisbon, C5S, Andrezfilipe, Secondlook, Mariana Valle Lima, Plain And Pale, Ivan Saraiva, Andrajos, Formas Críticas, Lisboa.Drogada, Nada Acontece, Fila Indiana, Mesineto, Something Different From This, A Tartaruga Nos Alpes, Erosion And Regeneration, Água, Mariana, A Miserável, Cataplano, Ilford Street, Joana Estrela, Joana Avillez, Luis Cavaco, Quebra-Costas, Lisboa, Menina e Moça, O Meu Colega De Casa Mudou-se E Eu Criei Um Blog

E para descobrir muitos mais, nada como acompanhar O Blogue [oficial] da Equipa do Tumblr de Portugal.

E por falar em cagarras…



Vale a pena descobrir o novíssimo sítio web do Atlas das Aves Marinhas de Portugal criado para a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves pelos nossos amigos da we are boq.
Este belo atlas online dá a conhecer as espécies de aves marinhas e costeiras que habitam as águas portuguesas, compilando informação muito completa quanto à sua distribuição e movimentos migratórios, bem como das características dos seus habitats e das principais ameaças que se colocam à sua presença.

O Atlas das Aves Marinhas de Portugal é o resultado de um extenso trabalho de investigação e apuramento de dados recolhidos ao longo de oito anos de embarques para realização de censos marinhos (a bordo) em toda a ZEE nacional, cinco anos de censos costeiros em pontos estratégicos da costa continental (pontos RAM), e um censo nacional de aves costeiras invernantes na costa não estuarina portuguesa (Projeto Arenaria). Este projecto, que envolveu mais de 150 observadores, aborda a situação de 65 espécies de aves em meio marinho de forma pormenorizada e para a totalidade do território nacional.



Para as 50 espécies consideradas como principais, o presente atlas reúne informação detalhada sobre a sua distribuição, movimentos e fenologia; abundância e evolução populacional; ecologia e habitat e ameaças e conservação. Para estas espécies são apresentados mais de 500 mapas de modelação ou distribuição de espécies por época do ano e região geográfica.
A presente obra compila ainda informação sobre aspetos históricos da ornitologia marinha em Portugal e conservação deste grupo de aves no nosso país, apresenta por linhas gerais a composição e dinâmica das comunidades de aves marinhas nidificantes e não nidificantes em território português, suas colónias de reprodução, e refere alguns aspetos sobre ecologia deste fascinante grupo de aves.


Um testemunho do trabalho de investigação levado a cabo pela ornitologia marinha portuguesa que é, de igual modo, uma forma de dar a conhecer esse universo fervilhante de vida que constitui o azul oceânico do mapa, ricamente povoado por incontáveis seres vivos em movimento ao longo das estações, e que incessantemente nos maravilham.

A última floresta de Takashi Amano



Florestas Submersas é o título da exposição temporária patente no Oceanário de Lisboa. No centro da instalação encontra-se um notável aquário com cerca de 40 metros de extensão – considerado o maior nature aquarium do mundo – criado pelo mestre japonês Takashi Amano, entretanto falecido.

A obra retrata a paisagem dos cursos de água das florestas tropicais, evocando a simplicidade e a grandiosidade da natureza. A experiência convida os visitantes a reflectirem sobre a urgência da conservação e preservação dos ecossistemas aquáticos, continuamente ameaçados pela actividade humana. A exposição é acompanhada por uma orquestração criada por Rodrigo Leão especificamente para o evento, servindo de complemento perfeito à atmosfera imaginada pelo seu autor.



Aos 61 anos, Amano era mundialmente reconhecido como o precursor do aquapaisagismo. Tornou-se mestre internacional da aquariofilia de água doce com a criação de um estilo próprio de aquários plantados, os "nature aquarium". A sua notável arte procurava interpretar a natureza, combinando técnicas de jardinagem japonesas com o conceito wabi sabi, promovendo o encontro da beleza com a simplicidade e a imperfeição. Takashi Amano viajou pelas maiores florestas tropicais do mundo retratando a harmonia das paisagens e florestas pristinas. O aquascaper japonês acreditava que, ao prestar atenção à natureza, podemos perceber melhor o nosso mundo e aprender a preservá-lo.

Via Oceanário de Lisboa. Créditos de imagem: Pedro A. Pina, via RTP e Público.

Habitar Portugal 12-14



É hoje lançada uma nova edição do Habitar Portugal, uma iniciativa promovida pela Ordem dos Arquitectos que pretende dar a conhecer uma selecção de obras construídas por arquitectos portugueses que, pela sua relevância, sejam representativas do panorama da arquitectura em Portugal.
Esta edição irá acolher obras concluídas entre 1 de Janeiro de 2012 e 31 de Dezembro de 2014, em território nacional e também no estrangeiro.

Num tempo de crise interna profunda, em que os arquitectos são obrigados a repensar, tantas vezes em circunstâncias adversas, a sua forma de viver a profissão, torna-se ainda mais relevante fazer um retrato da arquitectura portuguesa contemporânea que faça reflectir os efeitos de uma tal conjuntura e o seu significado, presente e futuro. Este é também um tempo de esbatimento de fronteiras, marcado pela forte emigração dos mais jovens, que importa registar nas suas muitas dinâmicas, porventura contraditórias, mas que não deixarão de marcar a herança destes anos difíceis. Um retrato que não deixará de dramatizar o papel de resistência que continuará a marcar o trajecto dos arquitectos portugueses, dentro e fora do país.

O lançamento da edição Habitar Portugal 2012-14 é marcado pela abertura de um novo sítio web oficial, bem como pela sessão pública de apresentação que tem lugar hoje às 18h00 na Carpe Diem, Rua de O Século 79 (Bairro Alto), em Lisboa, com a presença do Presidente da Ordem dos Arquitectos João Santa-Rita e com os comissários da presente edição. A sessão será acompanhada por um debate que pretende colocar em perspectiva o momento que a arquitectura atravessa em Portugal e o modelo da iniciativa, através da reflexão e comparação pela voz de comissários de cada uma das edições desde 2003.

O Habitar Portugal 12-14 pretende ser um olhar sobre a produção arquitectónica portuguesa do último triénio a partir de um ponto de vista que articula duas ideias fundamentais. A primeira decorre do momento que o País vive a que, presumimos, a produção de arquitectura não será alheia. O tema proposto - está a arquitectura sob resgate? - estabelece desde logo um contexto onde situar as obras e um enquadramento para as poder ver e analisar. Acreditamos que este é o pano de fundo do espaço onde, ao longo deste tempo, acontecem as práticas arquitectónicas em Portugal cuja maior ou menor presença o HP vai tratar de analisar.
O Habitar Portugal é uma selecção, uma escolha das obras de arquitectura que, a partir de vários programas, lugares, escalas ou condições, se consideram desde o ponto de vista de cada um dos seus comissariados, exemplares, no seu tempo e na sua condição. Esta é a quinta edição do Habitar Portugal o que significa que esta iniciativa acumulou um acervo de cerca de 400 obras ao longo de 15 anos de existência que deve ser valorizado. Os registos desse acervo permitem-nos hoje estabelecer pontos de comparação com a situação actual, as potenciais transformações na prática projectual ou edificatória afectada pelas condições de austeridade e escassez provocadas pelo resgate da Troika. É essa a segunda ideia fundamental, trazer à luz um palimpsesto que resulta das obras que fizeram parte das quatro edições anteriores e assim encontrar os registos que o lastro que elas deixaram faz emergir em contraste ou continuidade com o momento que vivemos. Crise, resgate e palimpsesto são as marcas da condição actual, estão presentes no quotidiano e na paisagem do país onde hoje vivemos. Que impacto têm na arquitectura em Portugal?


Via Habitar Portugal.

Sinais de Fogo – ciclo de debates



Está a decorrer o ciclo de debates Sinais de Fogo, uma iniciativa promovida pelo centro de artes transdisciplinares O Espaço do Tempo sob a direcção de Rui Horta e Ana Sousa Dias.

São conversas de periodicidade mensal que têm lugar no Convento da Saudação em Montemor-o-Novo, sempre numa manhã de sábado. A próxima sessão tem data marcada para dia 23 de Maio sob o tema «A Loucura das Religiões», contando com a presença de Frei Bento Domingues, Joana Carneiro e Carlos Fiolhais. O calendário completo pode ser consultado no sítio web oficial do projecto, onde podem também ser visionadas as gravações vídeo dos eventos anteriores.



Fica o registo para a mais recente sessão, com o título «Turbo-capitalismo», com João Ferreira do Amaral, partilhando a sua visão sobre a actual circunstância de Portugal na Europa e no contexto da moeda única.

Arquitectura à Moda do Porto



Arquitectura à Moda do Porto é uma série que dá a conhecer um olhar irreverente sobre obras de arquitectura emblemáticas das últimas duas décadas da cidade invicta. São dez episódios para descobrir no sítio web deste projecto criado pelos arquitectos Filipa Figueira e Tiago Vieira, em colaboração com a Building Pictures.

A equipa pretende dar continuidade à iniciativa estando actualmente à procura de parceiros para estender o conceito a outras cidades. Uma forma interessante de estimular o interesse não só de arquitectos mas do público em geral pelo gosto da arquitectura através de pequenas curtas metragens, leves e divertidas, com uma forte relação com a música. Mais informações disponíveis através do Facebook.

Lembrete



É já depois de amanhã! Mais informações aqui.

Conferência com Smiljan Radić



A Trienal de Arquitectura de Lisboa lança a segunda edição do ciclo de grandes conferências – Distância Crítica – em co-produção com o CCB. O primeiro convidado deste ciclo que arranca a 22 de Janeiro é o arquitecto chileno Smiljan Radić, autor do pavilhão da Serpentine Gallery de 2014 e autor da instalação de abertura da exposição People Meet in Architecture para a 12ª Exposição Internacional de Arquitectura, La Biennale di Venezia comissariada por Kazujo Sejima.

Considerado “Melhor arquitecto com menos de 35 anos” pelo Colégio de Arquitectos do Chile em 2001, o seu trabalho integra programas tão diversos como o bairro de habitação de baixo custo em Concepción ou a ampliação do Museu de Arte Pré-colombiana. Pertencendo à primeira geração de arquitectos chilenos com uma presença global, Radić tem realizado exposições em diferentes pontos do mundo a partir de uma abordagem experimental que designa por "construções frágeis" como aconteceu no Museu de Arte Contemporânea de Hiroshima, no Kunsthaus Bregenz ou na Serpentine Gallery.

Após a apresentação do trabalho que Smiljan Radić tem vindo a desenvolver, segue-se uma conversa informal com Joaquim Moreno, crítico e curador da exposição Carlo Scarpa – Túmulo Brion Guido Guidi actualmente patente na Garagem Sul do CCB.


Via Trienal de Arquitectura de Lisboa.